A Empresa de Assistência Técnica e Extensão
Rural do Estado do Pará (EMATER), por meio da chamada pública do Plano Brasil
Sem Miséria, está colaborando com o desenvolvimento de projetos produtivos para
grupos de mulheres rurais em situação de extrema pobreza dos municípios de
Breves, Melgaço e Portel, no Marajó.
As ações dos programas para as 220 mulheres
residentes nos três municípios do Marajó visam elevar os ganhos das famílias de
mulheres que possuem renda per capita igual ou menor a 70 reais, ampliar o
acesso aos serviços públicos e propiciar oportunidades de ocupação e renda, por
meio de ações de inclusão produtiva. São 102 mulheres em Breves, 50 em Melgaço
e 68 em Portel.
O Cadastro Único para programas sociais do
Governo Federal (CAD Único) foi o instrumento utilizado para identificar o
público alvo da chamada pública, permitindo às beneficiárias aquisições do
Número de Identificação Social (NIS) e Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP).
As mulheres recebem fomentos através de recursos financeiros não reembolsáveis
para estruturar projetos produtivos, em grupos, com transferências diretas de
R$ 2.400,00, liberadas em duas parcelas (de R$ 1.400,00 e R$ 1.000,00).
Em abril de 2013 foi iniciada a primeira
etapa da chamada pública, com mobilização e identificação das famílias (entre
abril e julho de 2013). Na segunda etapa, entre junho e setembro de 2014, foram
feitas visitas individuais para aplicação do diagnóstico da unidade de
produção.
Na terceira etapa foi realizada uma oficina
de socialização dos diagnósticos individuais, com explanação e condensação das problemáticas,
entre agosto e outubro de 2013. Na quarta etapa iniciaram as visitas técnicas
para elaboração dos projetos produtivos, entre outubro de 2013 e janeiro de
2014, com reconhecimento de quatro projetos (cultivo da mandioca, manejo de
açaizais, criação de pequenos animais e hortaliças).
As etapas seguintes foram: oficinas de
apresentação e acesso às políticas públicas, em janeiro e fevereiro de 2014;
visitas técnicas individuais, entre os meses de fevereiro e maio de 2014, para
acompanhar e monitorar a produção e emitir laudo para conhecimento do
Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), e posterior liberação da segunda
parcela de recursos; visitas técnicas coletivas para acompanhar e monitorar os
grupos de mulheres e discutir problemas identificados, entre junho e agosto de
2014 e oficinas de organização social coletiva do grupo produtivo com
informações para formatações de associações e cooperativas.
Outras ações (visitas técnicas individuais
para emissão do segundo laudo e para os grupos de mulheres, oficinas de
avaliação e plano de ação dos grupos, visitas técnicas individuais para emissão
do terceiro laudo, oficinas práticas de acesso aos programas sociais e
seminário final de perspectivas e resultados) encontram-se no aguardo da
liberação dos recursos, previstos para junho deste ano.
Fonte/Foto: AGPA.