O governo federal irá definir ainda este ano
um conjunto de estratégias para promover o desenvolvimento econômico e social
na Amazônia. A garantia é do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos
(SAE) da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger, que visita o Pará
esta semana. Ontem de manhã, Mangabeira se reuniu com o governador Simão Jatene
e secretários de Estado, no Palácio dos Despachos. Em seguida, Unger esteve com
representantes do setor produtivo, na sede da Associação Comercial do Pará
(ACP), onde foi servido um almoço.
Hoje, o ministro está no município de
Altamira, para conhecer as obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio
Xingu. Antes, ainda ontem, esteve no Marajó. O ministro vem cumprindo uma série
de compromissos na Amazônia, com o intuito de elaborar um projeto de desenvolvimento
nacional que se traduza em propostas para as diferentes regiões do País.
No encontro com representantes do governo
estadual, o ministro conheceu um pouco mais sobre o Pará, a partir de dados
estatísticos apresentados pelos secretários. Participaram da reunião os
titulares das secretarias de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e de Pesca,
Hildegardo Nunes; de Indústria, Comércio, Mineração e Energia, Adnan Demacki; e
de Transporte, Kleber Menezes, além de integrantes da administração indireta,
como Izabela Jatene, coordenadora do Pro Paz; Justiniano Neto, titular do
Programa Municípios Verde; e José Severino, presidente da Companhia de
Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec).
O secretário Adnan Demacki e a coordenadora
do Pro Paz, Isabela Jatene, defenderam a tese de que os brasileiros precisam
conhecer mais a Amazônia. “A realidade paraense e suas peculiaridades ainda são
desconhecidas, sobretudo pela ampla extensão territorial paraense”, afirma
Izabela. Já Demacki, aproveitando a presença do ministro, cobrou providências
relativas ao setor de logística regional, sobretudo no que tange à construção
da Ferrovia Paraense (Fepasa) e da Ferrovia Norte-Sul. O ministro assegurou que
o governo federal conhece as necessidades da Amazônia e que entre as
prioridades está a educação.
Mangabeira afirmou que o Brasil começa a
construir uma nova estratégia de desenvolvimento, baseada na ampliação de
capacitações educacionais e de oportunidades econômicas. “Entendemos que a
Amazônia pode ser a vanguarda desta estratégia nacional. Por isso, estou aqui,
debatendo com o governador e o setor produtivo, idéias e iniciativas voltadas
para os grandes setores estratégicos para o Estado do Pará”, assevera.
O ministro afirmou ser necessário casar a
inteligência com a natureza, ou seja, investir em tecnologia com foco no desenvolvimento,
sem esquecer a preservação do meio ambiente. Ele destaca que há vários recursos
subaproveitados, seja na atividade mineral, seja na lavoura agropastoril.
“Precisamos, ainda, ter um novo olhar para as barragens, quer não podem ser concebidas
apenas como obras de engenharia física, mas sim como experimentos econômicos e
sociais”, aponta.
Fonte/foto: O Liberal.