Diretores da Agência de Regulação e Controle
dos Serviços Públicos do Pará (Arcon) receberam nesta terça-feira (16) dez
lideranças do movimento Acorda Marajó, que representa anseios dos moradores do
arquipélago, em especial dos municípios de Soure, Salvaterra e Cachoeira do
Arari. Em pauta, o aumento das tarifas dos transportes e a qualidade dos
serviços prestados pelas empresas que fazem a rota para a região, na linha
entre Belém e o porto de Camará, em Salvaterra.
Representaram a Arcon na reunião os diretores
gerais, Andrei Gustavo Castro, e de Controle Financeiro e Tarifário, José
Croelhas. Pelo movimento Acorda Marajó, estiveram presentes vereadores e
líderes comunitários, entre outros, com liderança do professor Dário Pedrosa,
de Salvaterra. As reivindicações apresentadas vão constar em ata, que será
encaminhada também a outros órgãos envolvidos no transporte público do Estado.
A principal reivindicação diz respeito às
condições de navios e balsas que fazem a linha Belém-Marajó. Foi relatado,
entre outras, situações de desrespeito com os usuários, como cadeiras
quebradas, forte calor, horários desrespeitados, falta de acessibilidade e más
condições de banheiros.
À Arcon cabe a fiscalização desse transporte,
o que está sendo intensificado. “Nossa meta é sempre melhorar as condições do
transporte oferecido ao usuário. Cobramos providências junto aos fiscais e
afirmamos que as empresas que não se adequarem serão notificadas, multadas e,
por fim, cassadas”, garantiu Andrei Castro, informando que técnicos já estão
trabalhando, junto com outras entidades do governo, na elaboração de um novo
edital para as empresas que se candidatarem ao serviço de transporte para a
ilha do Marajó, especialmente na questão das lanchas rápidas.
O diretor geral enfatizou que a Arcon estará
sempre de portas abertas a todos, e que as solicitações serão atendidas, dentro
da competência da agência. “A missão deste governo é melhorar o transporte no
Estado, mas temos no Marajó uma prioridade”, asseverou.
A reunião se mostrou bastante produtiva.
“Saímos com a sensação de fortalecimento. Somos um movimento social forte, que
tem o reconhecimento da população, e ficamos felizes por termos sido ouvidos em
nossas demandas e reivindicações”, disse Dário Pedrosa. “O que nos importa
mesmo é que os órgãos que cuidam de transporte no Estado entendam que o que é
mais importante nessa relação são as pessoas que moram na ilha do Marajó e que
precisam usar o serviço para se locomover”, completou.
Fonte/Foto: AGPA.