A
crise nos Municípios voltou a motivar reportagem do Bom dia Brasil, da TV
Globo, nesta quarta-feira, 26 de agosto. O programa mostrou como
exemplos a situação em Municípios de São Paulo, Minas Gerais e Belém.
Intitulada a "Crise afeta repasse de verbas e causa problemas em várias
cidades", a reportagem rendeu um comentário do jornalista Alexander Garcia
sobre o desequilíbrio federativo.
Em Guarujá (SP), a prefeitura deve à empresa que coleta o
lixo quase R$ 18 milhões, falta recursos para arcar com esse compromisso. Por
isso, o serviço está comprometido e alguns servidores municipais fazem a coleta
de maneira emergencial. "Muitas prefeituras pelo Brasil a fora estão tendo
dificuldade para fechar as contas", reconhece o Bom dia Brasil.
Com menos recursos - o Fundo de Participação dos
Municípios (FPM), por exemplo, caiu 20% em agosto – as prefeituras cortam
gastos. Em Rio Preto (MG), outro exemplo mostrado pela reportagem, a Educação
foi penalizada. "Uma escola foi fechada na zona rural. Oito professores
demitidos", relata aTV Globo. As capitais
também passam por período difícil. Belém (PA) anunciou que vai reduzir em 40%
os custos com água e energia elétrica, além de gastos com eventos, telefonia,
diárias em viagem e gratificações.
Alexandre Garcia, comentarista do Bom dia Brasil,
apresentou texto em relação a este momento de dificuldades nas contas públicas municipais.
"Este mês estiveram aqui em Brasília cerca de dois mil vereadores em
marcha para cobrar mais recursos para os Municípios. Antes deles vieram os prefeitos.
Todos os anos prefeitos e vereadores vêm à capital da União aos milhares
reclamando a falta de milhões", destacou.
O
jornalista lembrou que é nos Municípios que a vida realmente acontece e onde sai
o sustento de todo o País. "Mas a República do Brasil, chamada de federativa,
mais parece um Estado unitário se forem feitas as contas da distribuição dos
tributos. Até agora, segundo o Impostômetro, os brasileiros já pagaram neste
ano R$ 1,303 trilhão em tributos. A União, que é uma só, fica com mais de 60%
disso. Os Estados, que são 26 mais o Distrito Federal, ficam com cerca de 25%.
E os Municípios, que são 5.570, ficam com o resto."
Fonte:CNM