O secretário da Fazenda do Pará, Nilo
Rendeiro de Noronha, disse que o Estado tem uma expectativa positiva no
recebimento dos repasses dos valores relacionados ao auxílio financeiro da União
aos Estados, Distrito Federal e municípios e criação do Fundo de Exportação
(FEX), cujo projeto de lei foi aprovado pelo Senado na terça-feira (15). Estes
recursos, que têm a previsão de serem repassados ainda este ano, podem ajudar o
Pará a manter as contas públicas em equilíbrio.
A declaração foi dada nesta quarta-feira
(16), na Assembleia Legislativa do Pará, durante a sessão especial sobre a
crise nacional e suas repercussões nos municípios do Pará. O encontro foi
proposto pelo deputado João Chamon e teve a presença de representantes da
federação e de diversas associações de municípios, além de contar com a
presença de prefeitos e servidores públicos.
O secretário, que é auditor fiscal de
receitas estaduais, informou que, de acordo com os dados do Conselho Nacional
de Política Fazendária (Confaz), os Estados têm sofrido com a queda e atrasos
nos repasses, o que impacta as contas públicas. Entre os valores em atraso aos
Estados ele citou os referentes ao Fundo de Estímulo às Exportações; a redução nas
transferências dos valores do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI). Há ainda valores não transferidos do
Fundo de Estímulo às exportações (FEX) e os atrasos nas transferências de
valores relacionados à compensação da Lei Kandir, royalties e Fundo de Educação
Básica (Fundeb).
O Estado mantém a arrecadação própria dentro
da meta, e passou da 22ª posição para terceira, no ranking de crescimento de
arrecadação, entre os Estados brasileiros. Em 2014, o Pará ficou entre os oito
Estados que alcançaram superávit, e tem o menor nível de endividamento entre as
unidades federadas.
Nilo Noronha traçou um paralelo, lembrando
que os valores repassados aos municípios também vêm caindo, especialmente o
Fundo de Participação (FPM), que é repassado pela União. O governo estadual
mantém em dia os repasses da cota parte do Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS). Do total da arrecadação de ICMS, 25% são
destinados aos municípios. Já da arrecadação do Imposto sobre Propriedade de
Veículos Automotores (IPVA), 50% ficam para o Estado e a metade, para os
municípios.
“Os indicadores macroeconômicos apontam para
a estagnação econômica e inflação. Crescem a taxa Selic, o dólar comercial e o
Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) Amplo. A taxa do Produto Interno Bruto
(PIB) está em queda”, afirmou o secretário da Fazenda.
Fonte/Foto: AGPA.