A Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel) aprovou ontem uma nova metodologia de cobrança da Conta de Desenvolvimento
Energético (CDE), que é um encargo cobrado nas contas de luz. O G1 informou que,
parte da conta, que até então era paga pelas indústrias, será repassada aos
consumidores residenciais, o que pode representar uma alta de até 8% nas contas
de luz. O impacto no bolso do consumidor será sentido quando autorizado o reajuste
tarifário anual de cada distribuidora de energia.
A agência se viu obrigada a rever as regras
de cobrança da CDE devido a uma decisão judicial que desobrigou as empresas de
arcar com os valores, movida pela Associação Brasileira de Grandes Consumidores
Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). A entidade alegou
“ilegalidade” no sistema de cobrança atual.
“Não é do meu intento, não é do intento da
Aneel, mas a decisão judicial tem que ser cumprida”, disse o relator do
processo, André Pepitone da Nóbrega, na reunião da diretoria do órgão que
aprovou a nova metodologia.
A Aneel tentou derrubar a liminar, mas teve o
primeiro pedido negado pela Justiça. A agência, no entanto, promete segui r na
batal ha judicial para tentar reverter a decisão.
REPASSE
Pelos cálculos da agência, o cumprimento da
decisão judicial levará ao repasse anual de R$ 1,6 bilhão aos consumidores residenciais.
Inicialmente, o valor será pago pelas distribuidoras de energia, que poderão
repassá-lo aos consumidores por meio de reajustes das tarifas.
Já a indústria fica desobrigada a arcar com
os valores de forma retroativa a 3 de julho deste ano, que é a data da obtenção
da liminar na Justiça.
Os recursos destinados à CDE compõem um fundo
de investimentos para o setor, aplicado, por exemplo, no financiamento de ações
do governo, como o programa Luz para
Todos e subsídios à tarifa de famílias de baixa renda. O fundo, no valor de R$
18,9 bilhões ao ano, é gerido pela Eletrobras, vinculada ao Ministério de Minas
e Energia.
Fonte: O Liberal.
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