O primeiro decêndio
de outubro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para os municípios do
Pará foi repassado na última sexta-feira (9), no valor bruto de R$ 91.049.883,84
- sem o desconto do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de
Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O montante é 17,89%
inferior ao repasse pago nos primeiros dez dias de outubro do ano passado.
Naquela ocasião, os municípios paraenses ratearam R$ 110.898.282,19 - uma diferença
de R$ 19.848.398,36. Os cálculos são da área de Estudos Técnicos da
Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e levam em conta a inflação do
período.
Em todo o País, foi
depositado nas contas das prefeituras R$ 2.542.488.948,73. Com os descontos do
Fundeb, o repasse foi de R$ 2.033.991.158,98. Em comparação com o primeiro
repasse de outubro do ano passado, o FPM apresenta queda de 19,39% em termos
reais. No mesmo período, os municípios receberam R$ 3,154 bilhões.
A CNM também
identifica recuo no acumulado deste ano. Com este decêndio de outubro, o FPM de
2015 dos municípios paraenses soma R$ 2.103.712.489,13. No mesmo período de
2014, o acúmulo era de R$ 2.144.041.082,04. Portanto, queda de 1,88% em termos
reais - diferença de R$ 40.328.592,91. No País, esse decréscimo chega a 3,56%,
referente aos R$ 66,357 bilhões pagos ao longo dos nove meses e dez dias de 2014
e os R$ 63,995 bilhões no mesmo período de 2015.
PREVISÃO
De acordo com
estimativa da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), apesar do primeiro decêndio
apresentar queda, neste mês deve haver um aumento de 19% em relação à setembro
deste ano. Crescimento de 13% comparado ao mesmo período do ano passado. Mesmo
com esta previsão, a CNM alerta os gestores para que tenham cautela e prudência
na execução das despesas. A perspectiva é de queda no repasse agregado de
outubro.
Nesta análise da
CNM não foram incluídos os repasses extras de janeiro de 2014 e 2015, além do
repasse extra de maio e outubro deste ano. Se desconsiderado também o repasse
referente ao 0,5% de julho de 2015, a queda real do fundo é ainda mais
expressiva: de 5,77%.
A CNM reitera que
nos valores acumulados não constam os valores extras repassado em 2014 e 2015,
uma vez que este repasse ocorre separadamente porque a Receita Federal tem um programa
que parcela as dívidas de vários impostos. (T. V.)
Fonte: OLiberal.