Entre os dias 29 e 31, Belém recebe a III
Conferência Estadual de Juventude do Pará. O evento, promovido pelo Governo do
Pará, por meio da Fundação Pro Paz e Secretaria de Estado de Direitos Humanos
(Sejudh), marca a culminância de um processo iniciado em julho, com a primeira das
13 conferências regionais de juventude, que levantou as principais demandas do
segmento às diversas regiões do Estado.
Ao longo de três dias, os participantes
trabalham para construir um diálogo que fortaleça a garantia dos direitos e a
conquista de novos espaços pelos jovens, colocando-os como protagonistas no
processo de construção da realidade, propostas das conferências da juventude
desde que foram implantadas no Estado, em 2008.
As propostas apresentadas serão agregadas ao
Plano Estadual da Juventude, criado de forma coletiva e colaborativa por jovens
de todas as regiões do Pará. Yan Evanovick, membro da Secretaria Nacional de
Juventude, veio ao Estado para participar do evento. “A III Conferencia
Estadual de Juventude do Pará, somada à III Conferencia Nacional de Juventude,
tem por objetivo promover o debate entre o conjunto da juventude e o governo
para fazer um balanço do que foi conquistado nos últimos anos e o que deverá
ser construído. O objetivo é que a juventude se entenda como parte fundamental
na construção de políticas”, diz.
“Este evento tem uma importância imensa para
nós, jovens, uma vez que nos proporciona discutir políticas públicas para o
Estado. Queremos participar desta construção, e a conferencia vem exatamente
para isto”, afirma Vitor Santos, 18 anos, um dos delegados da região
metropolitana de Belém.
Durante três meses, a equipe do Pro Paz
Juventude percorreu 13 regiões do Estado –Metropolitana, Guamá, Rio Caeté,
Araguaia, Carajás, Tocantins, Baixo Amazonas, Lago de Tucuruí, Rio Capim,
Xingu, Tapajós e Marajó –, onde a programação foi dividida nas conferências dos
campos e da floresta. As regionais tiveram a participação de cerca de três mil
jovens de 75 municípios paraenses.
“Aqui estamos debatendo as pautas levantadas
durante estes eventos para a eleição dos delegados que irão representar o
Estado na conferência nacional. É um processo de integração e construção destas
políticas para a juventude, e é importante destacar que o governo do Estado
quer exatamente ouvir todas as regiões e garantir que esse plano seja
construído de forma democrática e coletiva”, diz o presidente da Fundação Pro
Paz, Jorge Bittencourt.
Para Nil Araújo, 21 anos, morador de Cacheira
do Arari, no Marajó, a conferência nacional vem para incluir os jovens de todas
as regionais do Estado. “Estamos muito felizes por termos tido duas
conferências de juventude na nossa região, pois nelas os jovens marajoaras
despertaram o interesse de lutar por políticas para nós. Viemos aqui para
trazer nossas demandas e temos certeza que daqui virão muitos ganhos para a
juventude”, afirma.
Segundo o titular da Sejudh, Michell Durans,
a conferência dá voz à juventude que, por muito tempo, ficou em segundo plano
no país. “Durante anos, a juventude no Brasil ficou de lado, mas nem por isso
deixou de fazer a diferença. Sempre foi protagonista dos movimentos sociais nos
momentos em que o país mais precisou, e agora exerce o direito de ser ouvida.
Essa conferência é consequência da luta da nossa juventude. Estamos aqui para
ouvir as necessidades de cada um. Sabemos que as problemáticas são
diferenciadas em cada região, e por isso queremos conhecê-las. Esperamos que
nesses três dias possamos ouvir cada demanda e pensar em soluções sob uma nova
perspectiva”, assinala o secretário.
Durante as conferências regionais, 591
delegados foram eleitos para representar o Estado. Agora, na conferência
estadual, serão eleitos os 46 delegados que vão representar o Estado na
conferência nacional, em Brasília.
Fonte: AGPA.