
De acordo com estimativa do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Estados e Municípios teriam uma perda de receitas de quase R$ 11 bilhões/ano, caso a proposta seja aprovada. Ainda segundo previsão do Conselho, comprometimento do orçamento municipal seria pior caso o repasse do ICMS – 25% – fosse ainda menor, como se estima com uma eventual aprovação do PLP. Os Municípios brasileiros deixarão de receber R$ 2,7 bilhões/ano, prevê o Confaz.
Em sua participação, a CNM se colocou totalmente contrária à proposta originária do Senado. A apresentação da entidade destacou que pela precária situação dos orçamentos municipais, deveria estar se discutindo formas de ganhos de arrecadação. Além disso, foi ponderado que é grande a dependência das pequenas cidades de receitas provenientes de transferências legais, como é o caso do FPM [Fundo de Participação dos Municípios] e do ICMS.
O Ministério da Fazenda também se posicionou contrário à aprovação do projeto e recomendou sua rejeição integral. O deputado Zé Augusto Nalin (PMDB-RJ) descreveu exemplos de como a legislação tributária pode ser um empecilho ao crescimento da empresa. O presidente da reunião, deputado Eduardo Cury (PSDB-SP) sugeriu que o Congresso faça uma proposta de reforma tributária.
Agência CNM, com informações da Agência Câmara

