O escritório
regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará
(Emater) no Marajó está instalando, agora em janeiro, mais de 20 unidades
demonstrativas (uds) de citricultura em três municípios: 10 em Breves, 10 em
Melgaço e uma em Oeiras do Pará. O carro-chefe é o limão taiti, mas também
estão se trabalhando variedades de tangerina e laranja. Ao todo, 25 famílias,
tradicionalmente extrativistas, participam da iniciativa, que apresentam
indicadores de considerável rentabilidade.
No último dia 22,
uma equipe com o supervisor regional da Emater, o sociólogo Alcir Borges, mais
engenheiros agrônomos e técnicos agropecuários, viajou a Capitão-Poço,
conhecido pólo da atividade, para conhecer detalhes da tecnologia de reprodução
de mudas, como enxertia. Na excursão técnica, com o apoio do escritório local
da Emater, foram adquiridas mil mudas selecionadas de produtores modelo da
agricultura familiar naquele município.
“Em Breves, já
existe uma unidade da Emater desde o ano passado a todo o vapor e o foco mesmo
é o limão. Em Melgaço, o público
beneficiário das 10 unidades será todo de mulheres, que foram atendidas por
meio de uma chamada pública do MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário]. Em
Oeiras, a unidade será a primeira”, explica o supervisor regional da Emater,
Alcir Borges.
Em Breves, por
exemplo, onde 10 agricultores estão sendo beneficiados, cada um recebeu 30
mudas certificadas, para plantio em ¼ de hectare, sob tratos culturais, como
adubação de covas e espaçamento específico.
De acordo com o
engenheiro agrônomo Waldemiro Jr, o objetivo é, em médio prazo, que o limão
componha sistemas agroflorestais (safs), junto com culturas próprias do
município, como açaí e essências florestais: “O objetivo é que o limão passe a
figurar como alternativa de renda e de segurança alimentar. O apelo comercial é
muito bom e o cultivo é acessível”, diz.
Fonte: AGPA.