Depois de
muitas reuniões e solicitações, a presidente Dilma Rousseff decidiu acatar o
pedido de governadores e prefeitos para repartir os recursos provenientes da
arrecadação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) com
Estados e Municípios.
Em reunião com a base aliada do Senado, ela informou que o governo pode
apresentar uma emenda ao projeto de recriação do tributo elevando a alíquota de
0,20% para 0,38%. A ideia é de que a diferença de 0,18 ponto percentual seja
repartida meio a meio a Estados e Municípios.
Esta mudança de estratégia foi realizada pois o governo avaliou que, sem
o apoio de governos municipais e estudais, dificilmente será possível aprovar a
recriação do tributo no Congresso Nacional, que reluta em votar a proposta em
um ano eleitoral.
Nova proposta sem consenso
A forma
como a distribuição seria feita, no entanto, ainda não tem consenso. Em relação
com os Municípios, foi defendido pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que
os 0,09% seja dividido em duas partes. 70% do imposto seriam vinculados ao
Fundo de Participação dos Municípios (FPM), beneficiando as cidades menores, e
os 30% restantes seriam distribuídos de acordo com o número de usuários do
Sistema Único de Saúde (SUS), o que favorece apenas as cidades maiores.
No entanto, parlamentares acreditam que uma proposta defendida pelos
Municípios menores deve ter mais apelo no Congresso. Para ajudar os pequenos
Municípios a sairem da crise, a Confederação Nacional de Municípios pedem que
os recursos sejam todos vinculados ao FPM.
Reforma da previdência
A presidente também pediu apoio também à reforma
da Previdência. O projeto ainda será encaminhado ao Congresso mas, segundo
participantes, ela não detalhou quais medidas serão de fato apresentadas.
Fonte:CNM