Foi
aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), nesta terça-feira,
1.° de março, o projeto apresentado pelos participantes do programa Jovem
Senador que torna obrigatória a disponibilidade de internet para os alunos do
ensino fundamental e do ensino médio, das redes pública e privada, para fins
educacionais.
A
proposta foi apresentada por estudantes que participaram da edição 2014 do
Programa Jovem Senador, que seleciona jovens de todos os Estados por meio de um
concurso anual de redação. Depois, a Sugestão (SUG) 3/2014 foi analisada pela
Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e transformada no
Projeto de Lei do Senado (PLS) 280/2015.
Para
justificar a iniciativa, os autores destacaram a importância do uso da tecnologia
para o letramento digital e para o processo de ensino-aprendizagem. Também
observaram que o Projeto Banda Larga nas Escolas previa todas as escolas
públicas urbanas conectadas à internet até o final de 2010. Segundo o Censo
Escolar, até 2013, no entanto, 5,5 mil dessas escolas não tinham internet.
Mais um
gasto para os Municípios
O relator
do projeto na Comissão de Educação, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE),
foi favorável à proposta. Segundo ele, a escola é um bom lugar para se aprender
a lidar com as tecnologias, em especial, para as classes socialmente menos
favorecidas.
Apesar de
considerar o projeto meritório, o senador lembrou, contudo, que um tema não
deve ser disciplinado por mais de uma lei.
Por esse motivo, preferiu introduzir as alterações na Lei de Diretrizes e Bases
da Educação (Lei 9.394/1996) e não criar uma nova específica. Para isso,
sugeriu a aprovação do texto na forma de substitutivo. A proposta será
analisada agora pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e
Informática (CCT).
Fonte:CNM