A
discussão de uma nova estratégia de comercialização para a fruticultura
brasileira trouxe a Belém representantes da Confederação Nacional de
Agricultura e Pecuária (CNA) e da Associação Brasileira de Produtores
Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). O açaí é tido como a grande
inovação no mercado externo capaz de atrair oportunidades de negócios para as
outras frutas produzidas no país.
Na
reunião, realizada na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará
(Faepa), nesta segunda-feira, 14, o titular da Secretaria de Estado de
Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Hildegardo Nunes, falou do
interesse do governo na abertura de novos mercados para o açaí paraense e das
ações voltadas para o aumento da produção “para abastecer o mercado
internacional sem deixar de suprir a demanda local.
O técnico
da CNA, Eduardo Costa, informou que o açaí é necessário ao projeto de promoção
das frutas brasileiras no mercado internacional, devido ao grande interesse dos
países na fruta. Para isso veio propor a adesão, à Abrafrutas, de produtores do
Pará, que detém a maior produção do país com um milhão de toneladas. “O açaí
vai atrair mercado para as outras frutas brasileiras e transformar
oportunidades em divisas e mais empregos no Estado”, justificou.
O gerente
de Fruticultura da Sedap, Geraldo Tavares, apresentou o Pró Açaí, programa do
governo que incentiva o aumento da produção por meio da melhoria do manejo e
enriquecimento dos açaizais. Jorge Luiz de Souza, da Abrafrutas, falou do
projeto que desenvolve em conjunto com a Agência Brasileira de Exportações e
Investimentos (Apex-Brasil) com objetivo de promover frutas frescas brasileiras
no mercado externo e capacita empresas à exportação.
O
presidente da Faepa falou do potencial do Pará para outras frutas como o
abacaxi (maior produtor nacional), o cacau (2º maior produtor) e a laranja.
“Poderemos ser o maior polo citricultor do País com cinco municípios produtores
na região nordeste do Estado”, informou. “O Pará tem a laranja mais saborosa do
país”, complementou Eduardo Costa.
Hildegardo Nunes considerou inconcebível
que o Brasil, como terceiro maior produtor mundial de frutas, ainda não
tenha um evento nacional voltado para este setor. O representante da CNA
informou que já há estudos para a realização de feiras internacionais no país.
Fonte:AGPA