Nesta
terça-feira, 31 de maio, estão na pauta do Plenário do Senado duas medidas
provisórias que precisam ser votadas até hoje para que não percam a validade. A
Medida Provisória 706/2015, que prorroga o prazo de contratos com o setor
elétrico, ao aumentar de 30 para 210 dias o prazo para distribuidoras de
energia assinarem aditivo com o Ministério de Minas e Energia.
E o outro é projeto de conversão PLV
9/2016, oriundo da MP 712/2016 trata de ações como o ingresso forçado de
agentes de combate a endemias em imóveis abandonados para combate do mosquito
transmissor dos vírus da dengue, febre chicungunha e zika. A medida prevê
também a dedução no Imposto de Renda de doações a projetos aprovados pelo
Ministério da Saúde e auxílio financeiro a famílias que tenham crianças com
microcefalia.
Além
destas MPs, a pauta contém propostas de Emenda à Constituição (PECs) que tratam
de precatórios e da desvinculação das receitas de Estados e Municípios.
Precatórios
A pauta trancada
pelas MPs não impede que os senadores votem propostas de emenda à Constituição,
mas, como as medidas precisam ser votadas, os demais itens na pauta devem ser
votados em seguida. Um deles é a PEC 159/2015, batizada de PEC dos Precatórios.
A proposta permite o uso de dinheiro depositado na Justiça para pagar dívidas
públicas. Os precatórios são dívidas que o governo tem com o cidadão que ganhou
um processo judicial. A proposta tem calendário especial de votação e está
sendo votada em primeiro turno.
O texto, do deputado Carlos Sampaio
(PSDB-SP), possibilita o financiamento da parcela que ultrapassar a média do
comprometimento percentual da receita corrente líquida dos Estados, Distrito
Federal e Municípios nos cinco anos imediatamente anteriores. Além disso,
autoriza o pagamento parcelado, em até seis vezes, de precatório com valor
superior a 15% do montante dos precatórios apresentados. O relator é o senador
Antonio Anastasia (PSDB-MG).
Desvinculação de receitas
Também pode ser
votada a proposta de emenda à Constituição que permite aos estados, Distrito
Federal e municípios aplicar em outras despesas parte dos recursos hoje
atrelados a áreas específicas, como saúde, educação, tecnologia e pesquisa. De
acordo com a PEC 143/2015, apresentada pelo senador Dalírio Beber (PSDB-SC),
ficam desvinculadas 25% da arrecadação da União de impostos, contribuições
sociais e de intervenção no domínio econômico. O relator foi o senador Romero
Jucá (PMDB-RR) e a PEC está em segundo turno de votação.
Fonte:CNM