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Variados - 07/06/2016 
PROGRAMA CAPACITARÁ PARA A OFERTA DE PEIXE NA MERENDA ESCOLAR NO PARÁ

De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), o brasileiro consome 9 quilos de peixe por habitante ao ano. Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o consumo per capita de 12 kg de pescado/ano. Para estimular o consumo de pescado na alimentação escolar, o projeto Peixe Brasil articula parcerias entre órgãos públicos de educação, produtores e fornecedores relacionados à pesca. O Pará foi um dos sete estado selecionados para receber o projeto, que inclui ainda a capacitação de merendeiras da rede pública de educação para a manipulação e preparo adequado de pescados na alimentação de estudantes, em especial de crianças e adolescentes.

O projeto é fruto da parceria entre o Conselho Nacional do Sesi, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com o objetivo de inserir e estimular o consumo de pescado na merenda escolar. No Pará, as cidades de Belém e Ananindeua serão beneficiadas. Para Cleidiane Nogueira, 32, mãe da pequena Júlia, de 9 anos, estudante da rede pública municipal da capital paraense, a iniciativa é muito positiva. “Na escola da minha filha, a merenda é muito boa. Ela gosta muito. Acho que se aumentar a oferta de peixe vai ser bom, porque é um alimento saudável e ainda vai ser mais uma opção para diferenciar os pratos”, avaliou.

No dia 31 de maio, houve um encontro entre gestores da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e de Pesca (Sedap), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), da Secretaria Municipal de Educação de Belém (Semec), da Secretaria Municipal de Educação de Ananindeua (Semed), da Fundação Municipal de Apoio ao Estudante (FMAE) e do Programa Cozinha Brasil do Sesi Pará, para mapear as dificuldades da entrada do pescado na alimentação escolar, com foco no peixe proveniente da aquicultura e pesca artesanal. A reunião deu origem a um documento que será encaminhado ao MAPA para subsidiar futuras estratégias de fomento à pesca com vistas para o abastecimento de escolas públicas.

Além de oficinas com nutricionistas e técnicos de alimentação escolar, as merendeiras das duas cidades serão o público alvo da capacitação, a partir de agosto. “Daqui a dois meses, o Peixe Brasil retornará ao Pará com uma equipe técnica que estabelecerá os cursos de qualificação com as merendeiras. Temos uma meta mínima de capacitar 220 merendeiras em novas práticas de preparações à base de pescado, que têm caráter lúdico e respeitam as práticas regionais de consumo”, relata Rodrigo Amaral.

Em 2012, o antigo Ministério da Pesca e Aquicultura, atualmente incorporado ao Mapa, em parceria com o FNDE, realizou uma pesquisa para saber de que forma era feita a inclusão do pescado na alimentação escolar no Brasil. O estudo mostrou que o pescado está presente na merenda escolar de apenas 34% dos municípios pesquisados. Dentre as principais dificuldades apontadas para o uso do pescado na merenda escolar estão a baixa aceitação ou falta de hábito das crianças, o risco de espinhas, a dificuldade de encontrar fornecedores confiáveis, o custo elevado e a falta de planejamento do cardápio.

AÇÕES

No caso do Pará, as ações do Peixe Brasil serão voltadas para o aumento na oferta e melhora na manipulação de peixe nas escolas de Belém e Ananindeua. Isso porque, mesmo com dificuldades de fornecimento, custo e formas de preparo, as escolas de Belém e Ananindeua costumam inserir pescado nos seus cardápios. “Em termos gerais, o peixe é bem aceito pelas crianças, até pelo fato de o pescado ser uma vocação da nossa região”, explica o nutricionista da FMAE, Jocelino Rodrigues.

Fonte: O Liberal.

Comunicação/AMAM
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