Ainda como parte
do estudo, no semestre passado foi realizado encontro com os quilombolas. Ontem
e hoje acontece com os ribeirinhos. Depois serão os pescadores, indígenas,
extrativistas e assentados. O encontro com os ribeirinhos acontece por meio do
I Seminário Povos Ribeirinhos da Amazônia: educação e pesquisa em diálogo. Para
a realização do evento o Geperuaz conta com a parceria do Museu Paraense Emílio
Goeldi (MPEG), instituição pública que também tem tradição na formação de
profissionais e pesquisa e produção de conhecimento envolvendo as populações
tradicionais da Amazônia. A palestra de abertura foi proferida ontem pelos
professores Lourdes Furtado e Sérgio Cardoso de Moraes, tendo como mediador
Salomão Hage.
O principal
objetivo é fortalecer o diálogo entre essas duas instituições de pesquisa e dar
visibilidade às produções sobre a realidade das populações ribeirinhas da
Amazônia. O seminário acontece até hoje no Auditório Paulo Cavalcante, no
campus de pesquisa do MPEG, na avenida Perimetral, na Terra Firme.
Ontem um conjunto
de pesquisadores dessas instituições apresentou seus estudos e as principais
questões que envolvem os povos tradicionais, em especial ribeirinhos e pescadores,
as conquistas e conflitos envolvendo os territórios e os processos educativos e
escolares.
Na manhã de hoje,
grupos do MPEG que investigam essas populações apresentam o acervo que possuem.
À tarde, acontece reunião entre lideranças das populações da pesca e
ribeirinhos junto com representantes do grupo e do Ministério Público. “Eles
vão dialogar e apresentar ao MP quais sãos as suas principais demandas
educacionais considerando que existe um conjunto de legislações que assegura
direitos como a qualificação dos professores, infraestrutura das escolas e
outros, mas, na prática, esses direitos não são efetivados”, reiterou Salomão
Hage.
Fonte: O Liberal.