Criada há 27 anos, a Área de Proteção
Ambiental (APA) do Arquipélago do Marajó tem novos conselheiros gestores,
empossados na última terça-feira (23), em cerimônia realizada na sede da
Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa). O Conselho Gestor conta
com representantes dos municípios de Afuá, Anajás, Breves, Cachoeira do Arari,
Chaves, Curralinho, Muaná, Ponta de Pedras, Salvaterra, Santa Cruz do Arari,
São Sebastião da Boa Vista, Soure, Portel, Bagre, Gurupá e Melgaço.
A cerimônia foi
organizada pela Gerência da Região Administrativa do Marajó (GRM), que nos
últimos dois meses recebeu o apoio da Gerência da Região Administrativa do
Xingu (GRX), do Instituto de Desenvolvimento Florestal da Biodiversidade do
Estado do Pará (Ideflor-bio). Durante a cerimônia foi apresentada a
consolidação dos resultados de todo o processo de formação e com total
aprovação da Plenária. A APA Marajó terá, ao todo, 64 Conselheiros, entre
titulares e suplentes.
Na ocasião foram
empossados apenas os representantes presentes – os demais serão oficializados
posteriormente. Todos serão corresponsáveis pela APA, que possui valor
histórico, antropológico, cultural, paisagístico e econômico para o estado.
O processo para a
formação do Conselho durou nove meses, período em que a equipe passou por todos
os 16 municípios, fazendo a mobilização, apresentação da equipe e a aproximação
com as associações e entidades governamentais de cada área para o início dos
trabalhos de criação do Conselho, que tem por finalidade auxiliar o Órgão
Gestor da Unidade de Conservação (UC) na tarefa de implementá-la,
competindo-lhe propor diretrizes, políticas, normas regulamentares e técnicas,
padrões e demais medidas de caráter operacional para a preservação e
conservação do meio ambiente e dos recursos ambientais característicos da área.
Maria Bentes,
gerente da GRM, destacou que o objetivo deste trabalho é proporcionar uma
experiência de reflexão e planejamento voltados à intervenção e à contribuição
na gestão ambiental. “Depois de uma longa jornada, hoje finalmente empossamos
os representantes, conquistando esta importante ferramenta de governança, que é
o Conselho Gestor. Agora vamos coordenar reuniões com os representantes que
assumem hoje este compromisso conosco e focar em ações”, explicou.
O Conselho Gestor
é o principal instrumento que as Unidades de Conservação têm para se relacionar
com a sociedade, visando promover uma gestão compartilhada com seus
administradores. Para a formação de um conselho é preciso prioritariamente
identificar os atores governamentais e da sociedade civil, que estejam
relacionados à UC, para que sejam mobilizados e sensibilizados a participarem
do gerenciamento da área, considerando o plano de manejo, seu plano de uso, os
objetivos da Unidade e especialmente os interesses de seus moradores.
De acordo com
Socorro Almeida, gerente da GRX, outra função importante dos conselheiros é
ajudar na mobilização da comunidade. “O trabalho que iniciamos hoje terá muita
importância no futuro. A partir do momento em que o gestor é empossado, a
responsabilidade passa a ser de todos. Desta forma será possível minimizar os
conflitos e ressaltar as convergências na Região do Marajó”, contou Socorro,
que assumirá ainda esta semana a Gerência da Região Administrativa do Marajó,
ficando no lugar de Maria Bentes, que passará à Gerência da Região
Administrativa do Xingu.
A Área de
Proteção Ambiental do Marajó é uma Unidade de Uso Sustentável e foi criada em
1989. É considerada a maior Unidade de Conservação na costa norte do Brasil,
com 5.904.322 hectares. Pertence ao Arquipélago do Marajó, situado no litoral
amazônico, constituído por ilhas que formam o Estuário da Baía do Marajó. É
banhado pelas águas salgadas do Oceano Atlântico ao norte e pelas águas
fluviais da foz do Rio Pará e Tocantins ao sul, formando um complexo
fluviomarinho.
Fonte: AGPA.