A população do
arquipélago do Marajó ultrapassou o número de 570 mil pessoas distribuídas em
16 municípios e Breves continua liderando com quase cem mil habitantes, seguido
de Portel com 59 mil moradores.
Os números foram
divulgados através de estimativa populacional elaborada pelo IBGE datada de
julho deste ano e coloca o Marajó com crescimento de mais de 2% ultrapassando a
taxa média do estado que é de 1,25% segundo o instituto.
A direção da
Associação dos Municípios do Marajó (AMAM), avalia que a interligação do Marajó
com o sistema nacional de energia renovável, que já beneficiou quase metade dos
municípios; a valorização dos produtos da floresta como madeira, açaí, palmito
e essências; os investimentos em educação, saúde e programas sociais, são
fatores importantes para esse aumento demográfico. Pesa ainda a melhoria
considerável dos transportes fluviais mais seguros e com menor tempo de viagem,
viabilizando o turismo, os negócios e aproximando as pessoas.
O presidente da
AMAM, Cledson Rodrigues, prefeito de Bagre, comemora o maior índice de
crescimento entre os municípios atingindo 5,72% seguido por Curralinho com
4,08% e Ponta de Pedras com 3,84%.
A prefeita de
Ponta de Pedras, Consuelo Castro, reconhece que a natalidade entre as famílias
marajoaras contribui para esses bons índices mas há um crescente êxodo de
famílias deslocando-se para o Marajó graças à crescente demanda por mão de obra
mais qualificada e até pelo fator de uma vida mais tranquila.
O prefeito de
Muaná, Murilo Guimarães, comemora a terceira colocação com quase 39 mil
moradores e acredita que em breve o município terá uma cota maior do FPM que
vai permitir maiores investimentos na cidade e nas localidades do interior já
que o município reúne grandes aglomerados ribeirinhos.
O prefeito de
Breves, Xarão Leão, destaca que o aumento da população é importante mas a
produção e distribuição de riqueza é que irão alicerçar o desenvolvimento como
um todo. " Precisamos de produzir e verticalizar essa produção porque o
Marajó é rico mas a maioria da população continua abaixo da linha da pobreza
", reconhece.
Fonte: Ascom/AMAM.