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Variados - 31/08/2016 
IBGE REGISTRA AUMENTO DA POPULAÇÃO NO MARAJÓ.

A população do arquipélago do Marajó ultrapassou o número de 570 mil pessoas distribuídas em 16 municípios e Breves continua liderando com quase cem mil habitantes, seguido de Portel com 59 mil moradores.

Os números foram divulgados através de estimativa populacional elaborada pelo IBGE datada de julho deste ano e coloca o Marajó com crescimento de mais de 2% ultrapassando a taxa média do estado que é de 1,25% segundo o instituto.

A direção da Associação dos Municípios do Marajó (AMAM), avalia que a interligação do Marajó com o sistema nacional de energia renovável, que já beneficiou quase metade dos municípios; a valorização dos produtos da floresta como madeira, açaí, palmito e essências; os investimentos em educação, saúde e programas sociais, são fatores importantes para esse aumento demográfico. Pesa ainda a melhoria considerável dos transportes fluviais mais seguros e com menor tempo de viagem, viabilizando o turismo, os negócios e aproximando as pessoas.

O presidente da AMAM, Cledson Rodrigues, prefeito de Bagre, comemora o maior índice de crescimento entre os municípios atingindo 5,72% seguido por Curralinho com 4,08% e Ponta de Pedras com 3,84%.

A prefeita de Ponta de Pedras, Consuelo Castro, reconhece que a natalidade entre as famílias marajoaras contribui para esses bons índices mas há um crescente êxodo de famílias deslocando-se para o Marajó graças à crescente demanda por mão de obra mais qualificada e até pelo fator de uma vida mais tranquila.

O prefeito de Muaná, Murilo Guimarães, comemora a terceira colocação com quase 39 mil moradores e acredita que em breve o município terá uma cota maior do FPM que vai permitir maiores investimentos na cidade e nas localidades do interior já que o município reúne grandes aglomerados ribeirinhos.

O prefeito de Breves, Xarão Leão, destaca que o aumento da população é importante mas a produção e distribuição de riqueza é que irão alicerçar o desenvolvimento como um todo. " Precisamos de produzir e verticalizar essa produção porque o Marajó é rico mas a maioria da população continua abaixo da linha da pobreza ", reconhece.

Fonte: Ascom/AMAM.

Comunicação/AMAM
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