A Gerência da Região Administrativa do
Marajó (GRM) do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do
Estado do Pará (Ideflor-bio) recebeu, nesta segunda-feira (7), na sede do
Instituto, em Belém, a visita de representantes da Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que desenvolve projetos
de cooperação técnica em parceria com o governo – União, estados e municípios
–, a sociedade civil e a iniciativa privada.
Durante a visita, as representantes Sara
Araújo Poletto e Bruna Martins avaliaram uma parceria entre o Ideflor-bio e a
Unesco para desenvolver ações do Projeto “Pesca Sustentável na Costa
Amazônica”, envolvendo, a princípio, dois municípios do Marajó: Soure e
Curralinho. O Projeto visa a melhoria da renda e da qualidade de vida dos
pescadores do litoral dos Estados do Pará, Maranhão e Amapá, além de garantir
que a cadeia produtiva dos recursos pesqueiros locais seja sustentável
ecologicamente, economicamente e socialmente.
O município de Curralinho recebeu um
“Acordo de Pesca” em março de 2016, celebrado entre o Instituto e as
comunidades do Rio Canaticu, com o estabelecimento de regras, pactuado entre
ambas as partes, que visa a melhoria da qualidade de vida dos ribeirinhos e a
preservação de espécies, e o aumento do tamanho do pescado, garantindo assim, a
sobrevivência das famílias ali residentes.
O Acordo de Pesca tem outras nuances, que
se adequam aos interesses da Organização das Nações Unidas. Dentre eles,
incentivar os jovens das comunidades locais a serem protagonistas da sua
história, ao mesmo tempo em que incentiva a permanência dos mesmos no campo,
produzindo não somente para o seu sustento, como para abastecer os centros
urbanos. Esse objetivo ganha clareza no “Projeto Jovens Protagonistas”, já
desenvolvido pela Unesco na Costa do Pará e Maranhão.
Para a realização da parceria, está sendo
elaborado um Acordo de Cooperação Técnica, com o devido Plano de Trabalho, que
dará a validação necessária para subsidiar as ações que serão desenvolvidas na
APA Marajó.
Fonte: AGPA.