Mais de 40
profissionais que atuam em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) participam do
curso “Construindo uma UTI de Alta Performance”, que ocorre no Centro
Hospitalar Jean Bitar e é promovido pela Associação de Medicina Intensiva
Brasileira. A capacitação visa melhorar a qualidade da gestão assistencial
desse setor hospitalar e áreas correlatas para introdução de uma visão
diferente de tratamento de pacientes em UTIs nos hospitais do Pará.
Além do Jean
Bitar, participam do curso profissionais dos hospitais regionais públicos do
Leste, de Paragominas, do Marajó, de Breves, entre outros. Com carga horária de
20 horas, o curso aborda os princípios de gestão e qualidade, segurança em UTI,
organização e gerenciamento, com apresentação conceitual e teórica aplicável
tanto para profissionais de saúde quanto para gestores. Planejamento para
atingir metas, valorização de pessoas, otimização de processos e normas mínimas
para o funcionamento de uma UTI também são temas que serão trabalhados.
Para a médica
Leila Rezegue, da UTI do Jean Bitar, “esse curso nos abre novos horizontes para
atuação nas UTIs do Pará”. Segundo o médico e consultor César Bortoluzo, o
curso foca a gestão assistencial da UTI para melhorar resultados clínicos.
“Essa melhoria acarreta resultados operacionais, estatísticos e econômicos,
tendo em vista que tratamos de mais pacientes com recursos já existentes nos
hospitais, sem aumentar número de leitos de UTI. Aplicamos uma gestão
eficiente”, destacou.
Nos dias 20 e 21
de janeiro está agendado o curso sobre “Cuidados Paliativos”, também no Jean
Bitar. “Vamos tratar sobre os novos conceitos tratamento de pacientes
terminais, que não se beneficiam de UTI, mas que hoje em dia ainda ocupam
leitos que poderiam atender pacientes que realmente precisam. Daí as filas, as
reclamações e a agenda negativa na mídia. Esse curso vai focar nos cuidados
paliativos e pacientes que não precisam de UTI”, adiantou Bortoluzo.
O Centro Jean
Bitar presta assistência de média e alta complexidade aos usuários do Sistema
Único de Saúde (SUS). Dispõe de 70 leitos, e é referência estadual para
procedimentos de endoscopia digestiva alta e colonoscopia, cirurgia
gastrointestinal e algumas especialidades clínicas, como endocrinologia,
reumatologia, geriatria e pneumologia. Para atendimento é necessário o
encaminhamento de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), com o agendamento pela
Central de Regulação do Estado.
Fonte: AGPA.