Desde a última
segunda-feira (12), 898.914 famílias em situação de extrema pobreza ou
vulnerabilidade social no Pará estão recebendo os benefícios do Bolsa Família.
Neste mês, o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) está
repassando ao Estado R$ 182.304.072,00 - R$ 202,80 para cada família, em média.
O pagamento segue até o próximo dia 23 - prazo antecipado esse mês, para que as
famílias beneficiárias possam efetuar o saque antes do Natal.
Em todo o País, a
pasta está repassando R$ 2.458.172.701,00 para complementar renda de 13.569.576
famílias de baixa renda - R$ 181,15, em média. O valor repassado varia conforme
o número de integrantes da família, a idade de cada um e a renda declarada no Cadastro
Único para Programas Sociais do Governo Federal.
As famílias
inscritas no programa estão recebendo o Bolsa Família com aumento desde julho,
quando foi concedido, pelo governo federal, um reajuste de 12,5% no valor do
benefício médio. Desde então, os valores máximos mensais para quem pode receber
o benefício passaram de R$ 77 para R$ 85 (situação de extrema pobreza) e de R$
154 para R$ 170 (situação de pobreza).
IRREGULARIDADES
No mês passado, o
MDSA divulgou o resultado do maior pente-fino já realizado no programa do Bolsa
Família. Na ocasião, o ministério anunciou que encontrou inconsistências em 1,1
milhão de benefícios pagos pelo governo federal. No Pará, foram 45.807
irregularidades, com o cancelamento de 15.709 mil (1,7% do total) e o bloqueio
de 30.098 (3,3%).
Em todos os
casos, foi constatado que a renda das famílias era superior à exigida para
ingresso e permanência no programa. Para efeito de comparação, no mês de
setembro, o Pará recebeu R$ 185.240.008,00 para ser distribuído entre 910.399
famílias beneficiárias - média de R$ 203,47 por família. Em outubro, caiu para
896.253 famílias e o repasse total foi de R$ 182.548.840,00 - R$ 203,68 o valor
individual médio.
No geral, o Pará
é o sétimo Estado com o maior número de beneficiários, atrás da Bahia
(1.772.853 famílias e repasse de R$ 324.058.076,00), São Paulo (1.466.681 famílias
e R$ 235.764.120,00), Pernambuco (1.096.314 famílias e R$ 196.698.714,00),
Minas Gerais (1.061.912 e R$ 177.423.204,00), Ceará (1.042.087 e R$
186.400.069,00) e Maranhão (951.942 e R$ 202.413.886,00).
Dentre os
municípios do Estado, Belém é o que aparece com o maior número de famílias
beneficiárias, 113.138, e repasse correspondente de R$ 18.212.666,00 - valor
individual médio de R$ 160,98. Na sequência aparece Ananindeua (39.937 famílias
e repasse total de R$ 6.209.637,00); Santarém (28.812 e R$ 5.173.101,00);
Abaetetuba (21.976 e R$ 5.120.580,00); e Cametá (19.579 e R$ 4.553.830,00).
O pagamento é
feito de forma escalonada. Portanto, para saber o dia em que o recurso estará
disponível para saque, o beneficiário precisa observar o último dígito do
Número de Identificação Social (NIS), impresso no seu cartão. Para cada final,
há uma data correspondente por mês, que indica o primeiro dia em que a família
poderá fazer a retirada do dinheiro. O valor fica disponível para saque por 90
dias.
Todo mês, o
extrato de saque do beneficiário traz a data do saque do mês seguinte. Outra
opção, é acessar o aplicativo do Bolsa Família, que pode ser acessado por
qualquer aparelho de celular com acesso à internet (smartphones). Basta baixar
gratuitamente a ferramenta no seu celular e consultar. Além disso, o aplicativo
permite também saber a situação do benefício.
Desde o mês de
abril, os beneficiários que já possuem uma Poupança Caixa Fácil podem receber o
valor creditado diretamente em sua conta. A opção é facultativa e está
disponível a todas as famílias que participam do programa de transferência de
renda. Para abrir a conta é necessário procurar uma casa lotérica ou correspondente
Caixa Aqui com RG e CPF. A conta dá direito a movimentar o valor do benefício
com cartão de débito.
Fonte: O Liberal.