O Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) do Pará realizou reunião
preparatória para o 2º Chamado dos Povos da Floresta, a ser realizado nos dias
28 e 29 de novembro, em Melgaço, arquipélago do Marajó. Participaram do encontro, o presidente nacional dp CNS, Joaquim
Belo; a vice-presidente nacional da entidade, Edel Moraes; o diretor da
entidade, Ivanildo Brilhante, o coordenador da entidade no Pará, Atanagildo
Matos, o coordenador do CNS para o Programa Nacional de Habitação Rural,
Augusto Silva e os prefeitos de Melgaço, Adiel Moura; de Augusto Correa, Romana
Reis; de Bragança, Nelson Magalhães; de Quatipurú, Robson Santos; de Santarém
Novo, Sei Ohaze; de São Caetano de Odivelas, Mauro Chagas e também presidente
da Associação dos Municípios do Nordeste Paraense; o vice-prefeito de Vizeu,
Emanuel Souza, além de Pedro Barbosa, secretário executivo da Associação dos
Municípios do Arquipélago do Marajó; José Pinheiro, assessor da Prefeitura de
Maracanã, Rosemaria Monteiro, presidente da Reserva Extrativista Marinha, do
município de Maracanã, e Benedito Charles, presidente da RESEX Mapuá de Breves.
Na pauta da reunião, a coordenação do CNS e os
prefeitos definiram a comissão organizadora do 2º Chamado dos Povos da
Floresta, que vai contar com a presença de cerca de mil lideranças
extrativistas e dos ministros do Planejamento, Miriam Belchior; do
Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas; Isabela Teixeira, Meio Ambiente; Tereza
Campelo, Desenvolvimento Social e Gilberto Carvalho, ministro-chefe da
Secretaria Geral da Presidência da República. Também está prevista a vinda do
presidente do Instituto Nacional de Reforma Agrária, Carlos Guedes, e do
presidente do Instituto Chico Mendes, Roberto Vizentin.
Ficou também acertado que haverá a apresentação
de duas pautas de reivindicações. Uma sobre as demandas dos municípios, que
contêm territórios de uso coletivo de populações extrativistas, em relação à
saúde, educação, transporte e segurança. Um prefeito será escolhido para
representar cada região, de acordo com as peculiaridades e necessidades. “Vai
ser uma grande oportunidade para que os municípios possam dizer o que realmente
precisam para garantir mais qualidade de vida para a população extrativista”,
observou o prefeito de Melgaço, Adiel Moura.
Outra pauta será exclusiva sobre as reivindicações
dos territórios de uso coletivo de populações extrativistas, as chamadas Resex,
como a regularização fundiária, criação de novas RESEX, planos de manejo
florestal, energia elétrica através do programa “Luz Para Todos” e demais
necessidades dos extrativistas. Para o coordenador do Conselho Nacional das
Populações Extrativistas no Pará, Atanagildo Matos, o evento vai ser oportuno
para os extrativistas de toda a Amazônia. “Será a chance para que nós possamos
apresentar nossas demandas e sentar à mesa de negociações com os próprios
órgãos do Governo Federal”, avalia o coordenador estadual do CNS, Atanagildo
Matos.
Esse será o segundo evento em que as populações
extrativistas negociam a pauta de reivindicação sobre suas demandas nas áreas
de meio ambiente, agrário, saúde e educação, entre vários temas. O 1º Chamado
dos Povos da Floresta foi realizado em 2011 na Reserva Extrativista Terra
Grande Pracuúba, município de São Sebastião da Boa Vista. Naquela ocasião,
cerca de trezentos representantes de reservas extrativistas participaram do
evento, mas agora a expectativa é muito maior. “Esperamos mais de mil
lideranças extrativistas e a vinda de cinco ministros do governo federal. A
cada dois anos o evento cresce, se torna mais representativo e um marco no calendário
das mobilizações sociais em todo o Brasil”, conclui o presidente nacional do
CNS, Joaquim Belo.
Enviado por: Assessoria de
Comunicação/Jorge Vidal