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25/11/2013
Variados
GOVERNO TEM R$ 600 MI PARA FREAR DESMATE NO PARÁ
 

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, se reuniu ontem com secretários de Meio Ambiente de todos os Estados da Amazônia Legal para discutir os números do desmatamento da floresta, apresentados na semana passada. A ministra reiterou que o governo federal não está sendo negligente em relação ao desmatamento e que já foram feitos investimentos que superam os R$ 210 milhões no combate à destruição da floresta. Izabella também anunciou o aporte deR$ 600 milhões para conter o desmatamento. Os secretários falaram da dificuldade de se monitorar todas as atividades de desmatamento, apresentaram os programas desenvolvidos para a contenção do desflorestamento e prometeram mais empenho no cuidado com a floresta.

De acordo com a apuração do Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes), que executa o monitoramento da floresta, o desmatamento na área da Amazônia Legal aumentou em 28%, entre agosto de 2012 e julho de 2013. No Pará, a área desflorestada foi ampliada em 37%, chegando a 2.379 hectares destruídos, a maior área desmatada entre todos os nove Estados da região. As principais causas do desmatamento do Estado do Pará estão ligadas à grilagem de terras, à especulação latifundiária e à atividade garimpeira.

No Estado, foram observados grandes polígonos desmatados próximos à BR-163. Esse modelo de desflorestamento em grandes áreas não era mais comum na Amazônia e voltou a aparecer no Pará, de acordo com o a pasta de Meio Ambiente. Os governos estadual e federal chegaram ao consenso de que, durante o inverno, no Pará, período em que a incidência de chuvas e nuvens aumenta, a fiscalização fica quase impossibilitada de ocorrer pelos mecanismos disponíveis. “E quando chega no período com menos chuvas e mais secas, com menos nuvens, nós já encontramos a área desmatada pela atividade criminosa”, explicou a ministra.

Segundo a responsável da pasta, o desmatamento pode ser justificado, em grau e número, pela incidência de atividades criminosas que têm ocorrido com frequência, principalmente em áreas não autorizadas pelo governo federal ou pelo governo estadual. “Os números apresentados pelo Estado do Pará e pelas demais unidades federadas da Amazônia Legal, em relação à área autorizada para o desmatamento, não batem com o que foi apurado pela nossa inteligência”, disse a ministra. Os desmatadores estariam se aproveitando de brechas na fiscalização para realizar o desmatamento de forma ilegal, driblando a ação de agentes de segurança que compõem a inteligência estaduais e federais.

Izabella Teixeira defendeu essa tese e as ações de controle do governo federal, explicando que, além dos investimentos já realizados, será feito, no total, um aporte financeiro de R$ 600 milhões para conter o desmatamento. A ministra acrescentou ainda que as obras de infraestrutura empreendidas pela União e as novas legislações, como o Código Florestal, não têm nenhuma influência sobre os números apresentados pelo Prodes. “O Código Florestal está regularizado de 2008 para trás. Não há, hoje, os instrumentos do antigo Código Florestal e, segundo os governantes dos Estados, não houve nenhuma regularização de terra, depois de 2008. Os objetos que estão sendo observados com essa taxa Prodes levam em consideração levantamentos recentes e associados à questão do crime”, disse.

Comunicação/AMAM
 
  
 
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