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02/12/2013
Variados
GOVERNO VAI INVESTIR UM BILHÃO NO FORTALECIMENTO DO EXTRATIVISMO
 

A II Chamada da Floresta, realizada nos dias 28 e 29 às margens do rio Laguna, comunidade do Tonhão, no município de Melgaço, no Marajó, reuniu cerca de 2 mil extrativistas dos Estados do Pará, Amazonas e Amapá, para discutir e apresentar propostas ao Plano de Fortalecimento do Extrativismo e definir a comissão de extrativistas que vai à Brasília em dezembro para reunião com a presidente Dilma Roussef. 

O encontro reuniu os ministros Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário, Tereza Campello, de Desenvolvimento Social, Isabela Teixeira, do Meio Ambiente, Diogo Santana, da Casa Civil da

Presidência da República, Carlos Guedes, presidente do INCRA, diretores e assessores do Governo Federal. Eles pousaram de helicóptero na reserva extrativista, exatamente ao meio dia da quinta-feira dia 29, e foram recebidos por prefeitos do Marajó, secretários de estado, deputados, vereadores, lideranças políticas e do Conselho Nacional dos Povos Extrativistas, organizador do evento. Em meio a um sol escaldante, as autoridades foram para um palco improvisado no meio da mata, que foi limpa dias antes com um trator de esteira, abrindo enorme clareira.

Sob os ouvidos atentos dos ministros, representantes das Reservas Extrativistas (Resex), desfiaram um rosário de reivindicações cobrando mais investimentos e a presença concreta do Estado com políticas sociais como construção de 60 mil casas em resex da Amazônia, navios hospitais para a atender os extrativistas de toda a região, criação de floresta modelo e um centro nacional de manejo florestal, em Belterra, a fim de desenvolver novos projetos com tecnologia de ponta. Eles reivindicam também a legalização das terras das resex, implantação de plano de manejo e sustentabilidade em todas as regiões com acompanhamento técnico, ampliação do sistema educacional com currículo e modelo adaptados para a realidade da região, combate à pirataria e transformar o açai em commodities de forma a desenvolver o plantio e a comercialização. O documento recomenda ainda a inclusão social de ribeirinhos, quilombolas, pescadores artesanais, pequenos produtores rurais e demais entes que façam parte desse universo.


A presidente da Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó, Consuelo Castro, leu uma carta endereçada à presidente Dilma, cuja presença no evento foi ventilada mas não se confirmou, para que o Governo Federal invista na retomada da extração de seringa e do açai, como forma de gerar emprego, renda e consumo. Ele sugere um projeto inteligente e ágil para aproveitar 15 milhões de seringueiras adultas e 380 milhões de pés de açai, riqueza imensa da região, destacou a prefeita. Os ministros presentes falaram por último e anunciaram investimentos de um bilhão de reais em programas como assistência técnica e extensão rural, manejo florestal, regularização de áreas, investimentos na Conab para aquisição de merenda escolar de produtos extraídos da floresta, apoio ao ICMBio, com destaque à figura de Chico Mendes, muitas vezes citado pelos oradores.

Autoridades presentes: presidente da Amam, Consuelo Castro e o secretário executivo, Pedro Barbosa; prefeito de Breves, Xarão leão, de Portel, Paulo Ferreira, de Curralinho Leo Arruda, Vivaldo Mendes, de Anajás, de Melgaço, Adiel Moura, de Gurupá, Raimundo Nogueira, secretários de Estado: Sidney Rosas, Alex Fiuza de Mello, Heitor Pinheiro; os deputados Cláudio Puty e Airton Faleiro, ambos do PT, dentre outras.

Texto: Pedro Medina

Comunicação/AMAM
 
  
 
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