O enfrentamento ao trabalho escravo, nos
últimos anos, vem ganhando o apoio de grandes empresas, compartilhando o
compromisso com as políticas públicas. Um olhar humanizado é o que as empresas
privadas passam a adquirir, priorizando não apenas o lucro, mas também o
bem-estar dos funcionários. Eletrobrás/ Eletronorte e parceiros promoveram, em
seu Centro de Tecnologia, na Rodovia Arthur Bernardes, o Seminário de Promoção
do Trabalho Decente e Erradicação do Trabalho Escavo, nesta terça-feira (18).
O objetivo é enfrentar essa dura realidade no
Brasil. Segundo dados da Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo
(Conetrae), desde 1995 foram libertados mais de 45 mil trabalhadores no Brasil.
Embora esse tipo de crime esteja comumente associado à atividade agrícola, a
Comissão Pastoral da Terra (CPT) resgatou uma porcentagem considerável de
trabalhadores na construção civil. Somente na área urbana, foram 914 no ano de
2013.
O trabalho escravo quebra o imaginário de
exploração no campo e passa a ser exercido nos centros das cidades. Com isso,
uma das ações para enfrentar o problema é o comprometimento dos diversos atores
sociais, especialmente do setor empresarial, com a promoção de iniciativas que
eliminem o trabalho escravo de suas cadeias produtivas. A Eletronorte, por meio
da adesão do Pacto Nacional, busca melhorar
essa situação e estimula outras empresas pela adesão do Pacto.
Durante o seminário,
foram apresentados painéis interativos com a participação de representantes da
Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, Instituto Ethos e Organização
Internacional do Trabalho (OIT). A Coordenação de Proteção dos Direitos dos
Trabalhadores Rurais e de Combate ao Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas faz
parte da mesa de apresentação de serviço. A coordenadora, Leila Silva,
ressaltou a importância das empresas privadas aderirem o Pacto Nacional contra
o crime de escravidão. Para ela, a atuação do Pacto gerará melhorias na
qualidade de vida dos trabalhadores rurais do país, provendo não apenas o fim
do crime, mas também o trabalho descente.
Fonte: AGPA