Durante o mês de janeiro
e fevereiro de 2014 a AMAM vem se reunindo na Sudam, para tratar de assuntos
cujo a demanda é o PLANO MARAJÓ e na última reunião ocorrida na sede da associação com os
prefeitos dos municípios marajoaras, para juntos darem encaminhamentos a essas
demandas relacionadas ao plano, que serão novamente apresentadas pela AMAM e
prefeitos na sede da Sudam em Belém.
Veja alguns tópicos das
reivindicações em pauta:
Nesse sentido listam-se abaixo as Demandas Prioritárias Do Arquipélago
Marajoara:
- Reconhecimento do Arquipélago do
Marajó como Território Tradicional, uma vez que sua população se constitui
de povos e comunidades tradicionais, ribeirinhos, quilombolas, pescadores,
agricultores familiares e extrativistas. Tal reconhecimento viria a intervir
positivamente na implementação de tratamento diferenciado em várias políticas
públicas de interesse da região;
- Liberação dos recursos necessários
à implementação das ações Previstas no Plano Marajó, já dentro da
perspectiva da região devidamente reconhecida como território tradicional;
- Transformação das Unidades Básicas
de Saúde (UBS) em Unidades ribeirinhas, com implantação do SAMUR Ribeirinho;
- celeridade ao linhão do Marajó, pois a maioria de seus Municípios
ainda não foi beneficiada pelo projeto;
- Financiamento para criação, implantação e execução dos
Projetos de Resíduos sólidos e saneamento básico, tendo em vista o
alto custo para os Municípios que são de pequeno porte e com especificidades já
delineadas, dentre outras;
- Fortalecimento do programa luz para
todos, a fim de beneficiar
a população do meio rural que
hoje não recebe tal serviço, salientando que na área rural encontra-se mais da
metade da população marajoara;
- Tratamento da água com sistema de
captação de água do rio e de poço tanto para a Zona Urbana quanto para a Zona
Rural, já que todas as cidades e comunidades marajoaras são ribeirinhas e
mesmo assim na sua totalidade carecem de água potável.
-Universidade
Federal do Marajó, visando o desenvolvimento social e econômico do Marajó,
que passa necessariamente pela educação de qualidade.
- PPA nos Municípios do Marajó, treinamento e capacitação de
funcionários das Prefeituras.
- Cursos de capacitação no SICONV, direcionado aos funcionários das
Prefeituras do Marajó;
-Plano Nacional de Habitação com definição de cotas Urbanas e
Rurais de acordo com as necessidades de cada Município: construção de
residências para moradores das áreas ribeirinhas;
-Farmácia básica e TFD; objetivando o aumento substancial do valor repassado as
prefeituras para a aquisição de remédios;
-Diferenciação nas tabelas do pagamento e preços dos projetos de
engenharia e outros.
Tais demandas visam mais que o simples
desenvolvimento de uma região, mas buscam dar dignidade ao povo marajoara que
há anos amarga figurar entre os piores índices sociais do País.
A AMAM, no seu papel de representatividade e na incessante busca pelo
desenvolvimento do Marajó, apresenta as demandas acima.