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28/02/2014
Variados
PRODUTORES DO MARAJÓ NEGOCIAM VENDA DE QUEIJO AOS RESTAURANTES DE BELÉM.
 

Um encontro com empresários do setor de gastronomia marcou a abertura de um canal de negociação direta do queijo do Marajó entre produtores e donos de restaurantes da capital, nesta quinta-feira, 27, com a presença do secretário estadual de Agricultura, Andrei Gustavo Castro, e do superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Vilson Schubert. 

A iniciativa da Secretaria de Agricultura do Estado (Sagri) e Sebrae/PA é mais um passo importante na inserção do produto no mercado de forma legal e organizada, cujo processo foi iniciado em 2012, com a lei estadual que regula a comercialização da produção artesanal.

O encontro foi realizado no restaurante Família Sicília e contou com a degustação dos queijos de sabores e texturas diferentes, de acordo com o modo de fazer de cada queijaria. Essa peculiaridade do queijo marajoara permite a criação de pratos diversos. O tipo creme, por exemplo, de textura mais macia, vai entrar na receita de um ravioli criado pelo chef Fabio Sicília, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/PA).

Nazareno Alves, do Point do Açaí, prefere vender o queijo na prateleira, pois é muito apreciado pelos turistas que frequentam o restaurante. “O queijo marajoara também vai entrar na receita de pratos salgados e sobremesas, pois agora vai dar para manter no cardápio regularmente”, informou o empresário.

Participaram da negociação os quatro produtores certificados para comercializar dentro do Estado. Outros quatro que ainda estão se adaptando às exigências da lei só acompanharam a discussão. A legalização das queijarias é importante para a conquista de novos mercados e para garantir a indicação geográfica do produto, pois o queijo está sendo produzido em outras regiões do Estado e vendido com a denominação do Marajó sem a qualidade do original.

O produtor Carlos Augusto Gouvêa, da fazenda Mironga, em Soure, informou que a família já está na terceira geração produzindo queijo, mas 80% da produção ainda são vendidos dentro do Marajó. ”Já temos o selo de qualidade para comercializar em todo o Estado, mas a nossa meta é o mercado nacional e para isso investimos sempre na qualidade do produto”, informou.

O secretário Andrei Gustavo Castro foi o responsável pela entrega ao Ministério da Agricultura, em Brasília, no ano passado, do Protocolo de Produção do Queijo do Marajó, quando era o superintendente regional do órgão em Belém. Agora, como secretário estadual, vai lutar pela aprovação do documento que garante o certificado de origem do produto e a comercialização em todo o país. “Esse encontro motiva o produtor a se enquadrar na legislação para competir nesse novo mercado”, disse o secretário.

O superintendente do Sebrae/PA, Vilson Schubert, ratificou a necessidade dos produtores se adequarem às mudanças do mercado e garantirem a proteção do queijo do Marajó. “O queijo é produzido pelas famílias há quase dois séculos, portanto, esse trabalho é um resgate da cultura marajoara”, afirmou Schubert.

O diretor da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), Sávio Freire, informou que a partir de março as fiscalizações serão intensificadas para forçar o produtor a se legalizar. “O queijo do Marajó dá o passo inicial para a legalização de toda a produção artesanal do Pará, como é o caso do camarão regional, da água de coco e do caranguejo, que já têm publicada a portaria de padronização”.

Fonte:AGPA.

Comunicação/AMAM
 
  
 
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