Vinte e seis municípios do Pará já aderiram à
Agenda para Intensificação da Atenção Nutricional à Desnutrição Infantil
(Andi), vinculada à Política Nacional de Alimentação e Nutrição do Ministério
da Saúde, que propõe a estruturação de ações de alimentação e nutrição para os
municípios brasileiros com menos de 150 mil habitantes, e com maior prevalência
de desnutrição infantil, de acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar
e Nutricional (Sisvan) de 2011.
A implementação da Agenda foi discutida em
Belém, durante uma oficina, promovida no último dia 26, no auditório da Escola
Superior da Amazônia (Esamaz), pela Coordenação Estadual de Nutrição, da
Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), em articulação com o
Ministério da Saúde. Foi dia 26 de fevereiro.
Já aderiram à iniciativa os municípios de
Santa Bárbara do Pará, Marapanim, Augusto Corrêa, Bonito, Santarém Novo,
Tracuateua, Capitão Poço, Ipixuna do Pará, Igarapé-Miri, Moju, Afuá, Anajás,
Breves, Melgaço, Portel, Aveiro, Jacareacanga, Pacajá, Brejo Grande do
Araguaia, Breu Branco, Itupiranga, Rio Maria, Baião, Cametá, Mocajuba e Oeiras
do Pará. Para 2014, devem ainda aderir Anapu, Altamira, Santa Maria das
Barreiras, São Félix do Xingu, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu.
Profissionais desses municípios participaram
da oficina, na qual conheceram as técnicas e protocolos exigidos pelo programa,
sobretudo sobre repasse de recursos. Com prazo de execução para 15 meses, a
meta da Andi nesses locais é a articulação de ações entre as áreas de saúde,
educação e assistência social, visando o combate à desnutrição infantil e à
promoção do desenvolvimento nos cinco primeiros anos de vida.
A coordenadora estadual de Nutrição da Sespa,
Rahilda Tuma, explicou que a conduta técnica do participante é condição
primordial para o combate à desnutrição, sobretudo pelo compromisso de
identificar os locais com maior número de casos em crianças. “De posse dessas
informações, ele terá condições de analisar se o problema se deve a outras
doenças, se ocorreu devido às condições sanitárias da família ou pela
dificuldade de acesso ao serviço público de saúde”, disse ela.
Metas - Paulo Morais, assessor técnico da
Política Nacional de Alimentação e Nutrição do MS, que também conduziu a
oficina, disse que a participação dos municípios na Agenda foi condicionada à
adesão com pactuação de metas, que serão avaliadas anualmente durante a
vigência (24 meses). Entre as metas estão aumentar o acompanhamento do Estado
nutricional das crianças menores de 5 anos no Sisvan; ampliar o acompanhamento
das condições de saúde das famílias beneficiárias do PBF (Programa Bolsa
Família); investigar os casos de desnutrição e atraso no desenvolvimento
infantil; implementar a Estratégia Amamenta Alimenta Brasil em todas as
unidades básicas de saúde, e garantir a suplementação de ferro e de vitamina A
a todas as crianças desnutridas.
Segundo Para Paulo Morais, a oficina em Belém
foi um espaço de diálogo e troca de experiências entre os participantes,
propiciando a participação e construção de um novo olhar sobre o trabalho das
equipes, a fim de intensificar a redução da desnutrição infantil.
A nutricionista Sara Ribeiro, integrante da
equipe do Ministério da Saúde, ressaltou a necessidade de cumprimento de
algumas metas pelos municípios, como a sensibilização dos gestores para a
implementação dos planos de ação, a fim de garantir que um maior número de
crianças tenha acompanhamento nutricional, e ampliação da investigação dos
casos de desnutrição e atraso no desenvolvimento infantil, além de aumentar as
ações de incentivo ao aleitamento materno e a promoção da alimentação
complementar saudável.
Fonte: AGPA.