Em reunião ocorrida na sede do Centro Integrado
de Governo na manhã de ontem com vários prefeitos do arquipélago do Marajó, a
alta direção da Secretaria Estadual de Educação (SEDUC), anunciou maiores investimentos
para os ensinos fundamental e médio, além da consolidação do programa Pacto
Pela Educação, com vistas a melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano da
região.
A reunião partiu de uma proposta conjunta do
secretário especial de promoção social, Alex Fiúza de Mello, e da direção da
Associação dos Municípios do Marajó, de reunir toda a direção das diversas
áreas da Seduc a fim de alinhar as ações e os projetos de construção e reforma de
escolas, da melhoria do transporte de alunos através de ônibus escolares ou
embarcações, da qualidade da merenda escolar, contratação e valorização de
professores, inclusive para o ensino modular e maior aproximação da Seduc, através
das URES, com o sistema de educação dos municípios.
O secretário estadual de educação, Seixas
Lourenço, acompanhado dos diretores Valdecir Costa, Licurgo Peixoto, Marcos
Ximenes e Lene Farinha, fizeram ampla explanação do andamento dos projetos como
os recursos oriundos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que
serão utilizados na construção de novas escolas em todos os municípios
marajoaras incluindo equipamentos modernos, móveis e salas climatizadas. Na
questão do transporte escolar, a boa notícia foi a ampliação dos repasses
financeiros para as prefeituras, que reclamam do aumento de estudantes do ensino
fundamental que a cada ano demandam mais embarcações cujo custo acaba sendo
absorvido pelos cofres municipais.
Quanto à merenda, a maioria das prefeituras
optou pelo gerenciamento dos recursos que somam 0,30 centavos dia por aluno
matriculado. Esse montante é destinado à aquisição de alimentos
preferencialmente oriundos da agricultura familiar, quando o município tem
produção suficiente para suprir as escolas.
O diretor Valdecir Costa, interpelado pelos
prefeitos, alegou que a falta de recursos na educação começa no repasse do
próprio Fundeb, que destina ao Pará 1, 6 bilhões de reais e o Estado tem de
folha de pagamento 1,8 bilhões anuais. “A conta só fecha adicionando dinheiro dos
cofres do Estado” destacou ele. A diretora Lene Farinha apresentou a lista de
todas as ações da Seduc no Marajó que contempla os municípios e destacou as dificuldades
de executar obras no arquipélago como o Instituto Técnico Estadual de Breves
que já passou por três licitações e não apareceu firma interessada porque o
preço da planilha do Governo Federal não leva em conta o chamado custo Marajó.
Ela argumentou que em breve será lançada
outra licitação com um aditivo do Governo o Estado e com isso a obra deve
chegar a bom termo. A presidente da Amam e prefeita de Ponta de Pedras, Consuelo
Castro e Wanda Engel,doutora em gestão educacional, defenderam o programa Pacto Pela Educação com a integração dos
municípios, estado e federação. O reitor da UFPA, Carlos Maneschy, anunciou a
ampliação de cursos superiores no Marajó dos atuais quatrocentos alunos para cerca
de 3 mil em trinta áreas do ensino superior no período de seis anos defendendo
a parceria UEPA e UFPA a fim de unir esforços na universalização do ensino
superior.
Texto: Pedro Medina