A Universidade do Estado (Uepa) e a
Universidade Federal do Pará (UFPA) planejam ações conjuntas para a oferta de
cursos de graduação no município de Ananindeua e no arquipélago do Marajó. A
articulação teve início durante reunião, na última semana, entre os reitores
das duas instituições, Juarez Quaresma e Carlos Maneschy, realizada no Gabinete
da Reitoria da Uepa.
Para a Região Metropolitana de Belém, a
proposta das universidades é a graduação em Saúde Coletiva, que deve ser
ofertada no vestibular do próximo ano. Serão 50 vagas divididas, igualmente,
entre a Uepa e UFPA. As aulas serão no polo de ensino superior e técnico
público que abrigará entidades federais e estaduais de educação, no município
de Ananindeua.
Para firmar o Termo de Cooperação, uma
comissão formada por professores da Uepa vai discutir com profissionais da
Federal os detalhes sobre a implantação do curso, entre eles, a demanda de
candidatos, a grade curricular e a metodologia de ensino. “A busca de
articulações com outras instituições de ensino superior públicas do estado
facilita a implantação de projetos de cursos superiores importantes para as
demandas locais em menor espaço de tempo, garantindo a qualidade do ensino. Com
isso, a Uepa cumpre o seu papel para com a sociedade paraense e busca
articulações importantes para o seu desenvolvimento enquanto instituição”,
explicou o reitor Juarez Quaresma.
Na região do Marajó, Uepa e UFPA buscam um
consórcio entre outras instituições de ensino e pesquisa para o enfrentamento
das problemáticas sociais vividas pelos habitantes das localidades. Em 2013,
por exemplo, uma pesquisa divulgada pelo Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento (Pnud) apontou que a cidade de Melgaço possui o pior Índice de
Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do país e que dos 16 municípios da
Ilha, oito estão entre os 50 piores IDHs do Brasil.
Frente a isso, cursos superiores em
diferentes áreas do conhecimento e diplomados pelas instituições serão
oferecidos à população. “Das regiões do estado, a que nos parece com mais
carência para o acesso ao ensino superior e com mais dificuldade socioeconômica
é região do Marajó. Estamos pensando em programas associados que pudessem
trabalhar nossas competências nessa região na oferta de cursos superiores, um
foco direcionado especificamente para a região do Marajó. Essa sim,
extremamente carente e, portanto, merecedora de qualquer esforço institucional
para que os jovens possam, pela experiência do ensino superior, transformar sua
vida para melhor”, avaliou o reitor da UFPA, Carlos Maneschy.
Na ilha do Marajó, atualmente, são ofertados
cursos pela Uepa, em Salvaterra; pela UFPA no município de Soure; e em Breves e
Óbidos pelo Instituto Federal do Pará (IFPA).
Fonte: AGPA