Os Municípios que desejam receber recursos
federais para expansão dos serviços de proteção social têm até o dia 30 de
junho para se inscreverem. Para a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a
medida, apesar de possibilitar o avanço no acesso a serviços socioassistenciais
da proteção social básica, pode onerar ainda mais as finanças municipais, tendo
em vista que o reajuste do cofinanciamento está defasado.
"Além da expansão dos serviços, é
necessário o reajuste do cofinanciamento federal como forma de melhorar as
condições de gestão e oferta desses serviços, uma vez que os Municípios são
responsáveis pela execução dos programas federais", destaca o presidente
da CNM, Paulo Ziulkoski.
A entidade ressalta que existem serviços que
estão com seus valores de cofinanciamento federal congelados há anos. Como
exemplo, cita o valor repassado a equipes volantes, que não tem aumento desde
2011. São repassados aos gestores municipais R$ 4.500 mensais. Caso esse valor
fosse reajustado pela inflação do período, estaria em R$ 5.214.
Outro exemplo é o Serviço de Proteção e
Atendimento Integral à Família (Paif), cujo reajuste realizado em 2013 elevou
de R$1,80 para R$2,40 por família referenciada. No entanto, se também
acompanhasse a inflação do período como base de cálculo deveria estar em R$2,84
por família.
Aceites
Para os Municípios estão disponíveis os seguintes
aceites: Programa Nacional de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho (Acessuas
Trabalho); Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif); Adesão
para as Lanchas da Assistência Social; Serviço de PSB Executados por Equipes
Volantes; Serviços de Acolhimento para Adultos e Famílias; Serviços para
Proteção de Adolescentes em cumprimento de Medidas Socioeducativas; Proteção e
Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (Paefi).
Fonte: CNM - Confederação Nacional de
Municípios.