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03/07/2014
Variados
REAJUSTE CONTINUA SUSPENSO PELA JUSTIÇA.
 

Não houve acordo na reunião realizada ontem, na sede da Agência de Regulação e Controle de Serviço Público (Arcon-PA), para discutir o reajuste da tarifa do transporte fluvial para a região do Arari, no Marajó. O aumento de 18% no preços das passagens foi autorizado pelo Governo do Estado, gerando um forte movimento de contestação, que obstruiu o Porto de Salvaterra por cinco dias, no fim de junho.

Na reunião de ontem, representantes do Movimento Acorda Marajó defenderam a permanência da decisão da juíza titular da comarca de Salvaterra, Aldineia Martins Barros, pela suspensão do aumento. A liminar atendeu ao pedido do Ministério Público, que se manifestou contrário ao reajuste.

Marcelos Bastos, representante do Movimento Acorda Marajó, descartou qualquer possibilidade de novas obstruções do porto no mês julho, período de grande movimentação turística para o arquipélago.

“O movimento entende que o reajuste é prejudicial ao Marajó, uma vez que iria provocar o aumento em cadeia de todos os produtos transportados de Belém para a região marajoara”, informou Bastos. Segundo ele, representantes do governo do Estado e da empresa Henvil Navegações, que opera o transporte de barcos e balsas para os municípios do Arari (Salvaterra, Soure, Cachoeira do Arari e Santa Cruz do Arari), afirmaram que vão recorrer da decisão da Justiça no sentido de manter o aumento.

REIVINDICAÇÕES

Durante a reunião, o movimento apresentou uma série de reivindicações consideradas urgentes para a região do Arari. As principais são a quebra do monopólio da empresa Henvil Navegações e a redução dos valores do transporte da cesta básica, material de construção e combustível.

Todos esses itens vão de Belém para o Marajó a custos altos para a população. “Um exemplo é o combustível, que custa R$0,18 o litro para ser transportado”, questiona Bastos. A pauta de reivindicações inclui, ainda, a proibição de bebida alcoólica nos barcos e balsas e o uso do cartão de crédito e débito na compra das passagens, já que atualmente esse procedimento só pode ser realizado com dinheiro em espécie.

fonte: DOL.

Comunicação/AMAM
 
  
 
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