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19/09/2014
Variados
PROJETO “SEMEANDO GIRASSÓIS” TERMINA ATIVIDADES NO MARAJÓ COM REUNIÃO EM CACHOEIRA DO ARARI.
 

Após quatro dias de atividades, terminaram nesta quinta-feira, 18, as ações do projeto “Semeando Girassóis”, que percorreu municípios da região do Marajó realizando palestras com estudantes de escolas públicas e reuniões com servidores municipais e estaduais, com o objetivo de fortalecer a rede de enfrentamento à violência sexual no Marajó.

No último dia de programação, o projeto desenvolvido pelo Pro Paz Integrado, Diretoria de Atendimento a Vulneráveis (DAV) da Polícia Civil, Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) e Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves realizou uma reunião com técnicos dos municípios de Cachoeira do Arari e Santa Cruz do Arari para ouvir as demandas e funcionamento da rede de enfrentamento à violência nos dois municípios.

A programação no último município contou com a participação da coordenadora do Pro Paz Integrado, Eugênia Fonseca; da gerente de Projeto de Média Complexidade da Seas, Elinete Santos, e da titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Soure, Thiciane Pantoja Maia. A reunião, realizada no espaço de obras sociais da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Cachoeira do Arari, contou com a presença de técnicos dos Cras e Creas (Centros de Referência Especializados de Assistência Social), unidades de saúde, assistentes sociais, professores, policiais e delegados, que apresentaram os modos de atendimentos realizados e conheceram o fluxo de atendimento adequado às vítimas de violência sexual, sem deixar de lado as características de cada município.

Psicólogo do Creas de Cachoeira do Arari, Zoenho Alves aproveitou o último dia de atividades na cidade para tirar dúvidas sobre o atendimento às vítimas de violência sexual, para montar um fluxo de atendimento adequado às diferenças de cada vítima e do município. “A proposta do projeto é excelente e ajuda a melhorar os nossos serviços. Soure e Salvaterra contam com um atendimento diferente de Cachoeira do Arari e Santa Cruz do Arari, por isso a nossa equipe aqui procura ir até o local em que a vítima se encontra para realizar todo o atendimento necessário”, afirmou.

O delegado da Polícia Civil no município de Santa Cruz do Arari, Dufrae Paiva, pontuou as principais dificuldades de atendimento às vítimas, como por exemplo, as grandes distâncias entre as zonas rurais do município localizado no Arquipélago do Marajó, tendo alguns espaços distantes cerca de 10 horas de barco, sendo fundamental a parceria com outras instituições, como igrejas e escolas.

“A Polícia não trabalha de forma isolada em Santa Cruz do Arari, sempre contamos com o apoio das igrejas, escolas, Cras e Creas que nos ajudam a chegar em locais de difícil acesso para realizar o primeiro atendimento àquela vítima que precisa de nosso apoio e passa por um momento terrível. Como algumas localidades ficam distantes do centro da cidade, além de contar com a parceria de outras instituições, a participação da população é fundamental para coibir o crime de violência sexual”, declarou.

A programação realizada em Cachoeira do Arari também foi marcada pela visita do projeto “Semeando Girassóis” às zonas rurais do município para acompanhar a evolução de vítimas atendidas pelos núcleos do Pro Paz Integrado. Segundo a Coordenadora do Pro Paz Integrado, Eugênia Fonseca, os quatro dias de atividades, nos municípios do Marajó contaram com grande participação da comunidade e dos profissionais envolvidos no atendimento as vítimas de violência, o que mostra o comprometimento de todos na busca pela diminuição dos índices de violência sexual no Marajó.

“A avaliação que fazemos é extremamente positiva porque todos mostraram grande interesse no assunto e se comprometeram em fazer um atendimento de qualidade a quem mais precisa. Mais do que nunca, precisamos de união para que possamos evitar que nossas crianças e adolescentes sofram com esse tipo de violência e saibam que podem contar com a presença dos órgãos municipais e estaduais para punir essa pratica criminosa”, disse. Antes de passar pelos municípios do Marajó, o projeto “Semeando Girassóis” havia passado elas cidades de Altamira, Paragominas, Bragança e Tucuruí.

Fonte: AGPA.

Comunicação/AMAM
 
  
 
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