A Estação de Piscicultura que a Empresa de
Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) está
construindo no Marajó, com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)
e contrapartida do Governo do Estado, terá capacidade inicial de produzir mais
de 15 mil alevinos de tambaqui por mês, que serão distribuídos de graça entre
750 famílias de nove municípios da região. O foco são mulheres e jovens, que
podem descobrir na criação de peixe em cativeiro uma fonte de renda e de
segurança alimentar.
O empreendimento terá uma bacia de
sedimentação, 12 incubadoras, quatro viveiros de mil metros quadrados cada e um
laboratório de alevinagem. A obra, orçada em quase R$ 400 mil e sediada em
Breves, deve ser concluída no começo do ano que vem.
A estimativa de produtividade foi feita pelo
responsável pelo projeto, o engenheiro de pesca e mestre em aquicultura do
escritório regional da Emater no Marajó, Alexandre Cardoso. “As matrizes serão
induzidas hormonalmente para a fecundação. Os ovos ficarão nas incubadoras até
o estágio de pós-larvas. As pós-larvas povoarão os viveiros. A ideia é que o
sistema seja todo escalonado”, explica.
Atualmente, quem trabalha com piscicultura no
Marajó precisa comprar de municípios distantes, como Terra Alta e Igarapé-Miri.
As viagens costumam durar mais de 24 horas, considerados os trajetos por rio e
terra. Sem oxigênio suficiente, cerca de 60% dos alevinos acabam morrendo no
caminho.
Fonte: AGPA.