Prossegue em todo o Estado, até o dia 30
deste mês, a última das cinco etapas de vacinação exigidas pelo Ministério de
Agricultura para o ano de 2014, por meio do Programa Nacional de Erradicação de
Febre Aftosa (Pnefa). A meta é vacinar mais de 20 milhões de cabeças de
bovídeos distribuídas em mais de 110 mil propriedades cadastradas na Agência de
Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), em 130 municípios, nas regiões sul, sudeste,
nordeste e Baixo Amazonas.
Não precisam ser vacinados, nesta etapa,
584.540 bubalinos da Ilha do Marajó, onde o período de vacinação se encerrou em
15 de outubro deste ano, e ainda os bovídeos de propriedades localizadas nos
municípios que integram a Zona de Proteção (Faro, Terra Santa e parte de
Juruti). Nos 144 municípios do Pará, estão devidamente cadastradas na Adepará
111.397 propriedades, que juntas reúnem – segundo os dados das últimas
contagens feitas por ocasião das etapas do calendário de vacinação em 2014 –
20.893.720 milhões de cabeças de bovídeos (bois e bubalinos).
Esse quantitativo colocou a Pará em situação
de destaque, assumindo a terceira colocação entre os Estados brasileiros em
número de cabeças de bovídeos. A expectativa é que, do mês de maio até
novembro, o número do rebanho paraense aumente. A previsão da Adepará é que o
quantitativo ultrapasse as 21 milhões de cabeças.
O número do rebanho varia, assim como o
número de propriedades cadastradas. Em São Félix do Xingu, por exemplo, um
total de 5.420 propriedades reúne mais de 2,3 milhões de cabeças de bovídeos.
Novo Repartimento tem 951.947 mil cabeças, distribuídas pelas 5.694
propriedades cadastradas na Adepará. O município de Itupiranga comporta mais de
562,5 mil bovídeos, distribuídos em mais de três mil propriedades. Em Conceição
do Araguaia, 3.028 propriedades cadastradas reúnem um rebanho de 301,3 mil
cabeças.
Status - Os produtores rurais que têm
propriedades nos 130 municípios que participam da segunda etapa de vacinação
contra febre aftosa têm até o dia 15 de dezembro de 2014 para informar à
Adepará a execução da vacinação e o quantitativo de bois e bubalinos vacinados.
“A vacinação é uma importante ferramenta para garantir a imunização do rebanho
e a continuidade do status sanitário de livre de febre aftosa, reconhecimento
conferido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) ao Pará, em maio deste
ano”, diz o gerente do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, da
Adepará, George Francisco Souza Santos.
Cabe à Adepará acompanhar a vacinação em todo
o território paraense. A agência também estabelece metas de vacinação assistida
em propriedades de risco (acompanhadas por servidores da instituição) e em
alguns municípios em propriedades rurais sorteadas. Tanto a vacinação como a
comprovação são etapas obrigatórias, e todos os bovinos e bubalinos devem ser
vacinados, incluindo os bezerros recém-nascidos.
Estabelecimentos credenciados pela Adepará
oferecem a vacina ao produtor rural no valor de R$ 1,05 (podendo sofrer algumas
pequenas variações no preço da dose). Ao comprar a vacina, o produtor deve
atentar para a nota fiscal ou comprovante de vacinação, documentos que devem
ser apresentados no período da notificação. O produtor que não vacinar o
rebanho ficará sujeito às penalidades previstas na legislação, como ficar
impedido de tirar a Guia de Trânsito Animal (GTA), e ainda pagar multa até que
a situação seja regularizada.
A febre aftosa é uma doença altamente
contagiosa que provoca febre e aftas na boca e, nos cascos dos animais,
prejudica a locomoção e a alimentação do rebanho. Os animais atingidos pela
doença ficam com a produção de leite e carne comprometida. Além disso, o
rebanho perde valor, comprometendo o comércio municipal, estadual, nacional e
internacional de carne, leite e outros produtos derivados. Isso traz prejuízo
ao produtor e causa danos econômicos e sociais.
O Pará está entre os Estados brasileiros de
maior cobertura vacinal. O resultado da primeira etapa de vacinação contra
febre aftosa no Pará, no primeiro semestre de 2014, foi de 98,47%, oito pontos
percentuais acima da meta exigida pela OIE, que é de 90%, e acima da média
nacional, que foi de 97,55% de cobertura vacinal. No mesmo período de 2013, o
Pará alcançou o índice de 98,68%.
Fonte: AGPA