O Grupo Técnico (GT)
de Financiamento para o Marajó, coordenado pelo Ministério da Integração
Nacional (MI), debateu ontem, na sede do órgão, em Brasília, as demandas
prioritárias da região para serem incluídas no Plano Plurianual da União (PPA)
referente ao período de 2015-2019. Técnicos da Superintendência do
Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) apresentaram as reivindicações das
instituições do Estado do Pará para a melhoria da qualidade de vida da população
do arquipélago do Marajó e da associação de prefeitos dos municípios da região.
“A inclusão das ações
no PPA significa garantir recursos para o Marajó já a partir do próximo ano. E
nós fizemos uma peregrinação pelas secretarias do Estado do Pará, que têm ações
no Marajó e trouxemos para esta reunião. Nós fizemos uma apresentação, mas
ainda vamos complementar em outra ocasião, porque faltou fazer uma consulta nas
secretarias de Educação, de Saúde e de Segurança Pública, que é muito
importante”, explicou o técnico em planejamento da Sudam, Everaldo Martins, que
ainda ressaltou ao fim da reunião, que todas as prioridades foram acordadas com
a Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó (Amam).
A criação do GT é
resultado da seleção de três regiões brasileiras prioritárias para receber
intervenção Federal, por meio do MI, tendo como base as prioridades da Política
Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). Na Amazônia, o Marajó foi a região
selecionada devido ao baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). O Marajó tem
sido alvo de debates na Sudam desde a elaboração do Plano de Desenvolvimento do
Arquipélago.
“A intenção com esse trabalho de articulação
institucional aqui em Brasília, é que se busque uma ação integrada dos
ministérios com foco no Marajó, para que a gente comece a falar o mesmo idioma.
Para não acontecer de um ministério atuar na região, sem que a gente tenha
conhecimento. Esse esforço em conjunto, já tem dado importantes resultados
como, por exemplo, já estão autorizadas pela Anac (Agência Nacional de Aviação
Civil) as instalações dos aeródromos de Soure e de Breves. Também temos o
Programa Água Para Todos já está acontecendo na região, sob a coordenação da
Secretaria de Agricultura do Estado. Outra situação concreta, já em andamento,
são os 44 milhões de dólares, já assegurados pelo BID (Banco Interamericano de
Desenvolvimento), para uma série de ações a serem desenvolvidas pela Secretaria
de Turismo no Marajó”, destacou o técnico da Sudam.
AGRICULTURA
Dentre as prioridades
apontadas na reunião de ontem, segundo Everaldo Martins, estão os
financiamentos para a produção no Marajó das culturas do açaí, do abacaxi, da
mandioca e do queijo. “Colocamos na pauta como prioridade as cadeias produtivas
do açaí e da mandioca, ou seja, trabalhar essas culturas desde a sua base de pesquisa
até a mesa do consumidor. Surgiu também, dentro do âmbito da Secretaria de
Agricultura do Pará, uma demanda pelo resgate da fruticultura voltada para o
abacaxi. Outrora, Salvaterra foi o maior produtor de abacaxi do Estado do Pará,
mas por problemas fundiários, o município perdeu a hegemonia para Barcarena.
Hoje, Barcarena já perdeu a hegemonia para Alta Floresta, no sul do Pará.
Pretendemos resgatar esse trabalho em Salvaterra, através de um trabalho mais
profundo, porque temos de incentivar a agroindústria do abacaxi, com a produção
de sucos, de polpas, uma série de produtos oriundos dessa cultura. Já o queijo,
que já tem o selo de certificação para o mercado do Estado, precisa ter também
um certificado de inspeção federal para que ele possa atender aos mercados de
fora do Estado do Pará.”
Fonte:OLiberal