A Assembleia Legislativa do Pará aprovou nesta
quinta-feira (18) o Projeto de Lei Orçamentária nº 390/ 2014, referente ao
Orçamento Geral do Estado para o ano de 2015, que estima uma receita bruta de
R$ 23,3 bilhões.
Desse total, R$ 11, 8 bilhões decorrerão do
esforço de arrecadação própria do governo estadual, R$ 7,9 bilhões serão de
receitas transferidas e R$ 700 milhões terão origem em operações de crédito. O
restante terá como fonte as receitas da administração indireta e as receitas
intraorçamentárias.
Segundo o deputado José Megale, líder do
governo na Alepa, o projeto tramitou dentro da normalidade na Comissão de
Constituição e Justiça por mais de dois meses. “O orçamento foi encaminhado
para esta Casa no prazo regimental, mas a Casa estava num processo eleitoral, e
alguns deputados não tomaram ciência, naquela ocasião, que a matéria já estava
disponível. O Executivo encaminhou a proposta no período regimental, obedecendo
todas as normas técnicas”, explica o deputado.
Distribuição – Outro ponto
detalhado por Megale foi como o orçamento será adequado à reforma
administrativa do governo. “Deixamos um percentual necessário para qualquer
remanejamento, pois quando o orçamento foi encaminhado às secretarias, elas
ainda não estavam fundidas, ainda não tinha sido aprovada a reforma
administrativa. No entanto, uma vez aprovada a reforma, por exemplo, o
orçamento que se aprovou para a Secretaria de Pesca e Aquicultura será
futuramente transferido para a secretaria que foi criada. Não vemos problemas
nessa questão orçamentária em função da matéria aprovada”, assinalou o líder
governista na Assembleia.
O presidente da Assembleia Legislativa,
deputado Márcio Miranda, comentou sobre a distribuição do orçamento nas regiões
do Estado. “O governo fez uma distribuição, que em certa parte foi contestada
pela oposição. O líder do governo e as lideranças comprovaram que há um certo
equilíbrio, e muito do contrapeso que existe em relação à capital é porque a
matriz desses órgãos, a gerência desses órgãos, fica na capital, apesar de
atender em ações todo o Estado”, disse o parlamentar.
O presidente da Casa também comentou o projeto,
que prevê a criação de gerências regionais de governo. “O governo está se
preparando para outro momento. Inova no sentido de criar as gerências
regionais. O governo vai ficar mais próximo das regiões”, finalizou Márcio
Miranda.
Fonte: AGPA.