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19/01/2015
Variados
RONDON VAI A TRÊS MUNICÍPIOS DO MARAJÓ.
 

A bordo do Navio-Auxiliar “Pará”, 19 universitários e três professores participantes do Projeto Rondon navegarão pelos rios e furos do Arquipélago do Marajó para atender comunidades ribeirinhas e carentes, com o apoio do Comando do 4º Distrito Naval. Os rondonistas, como são chamados os integrantes da ação, embarcaram ontem na Base Naval de Val-de-Cans e retornam somente no dia 28. Eles visitarão os municípios de Breves, Portel e Melgaço, incluindo as comunidades próximas, para prestar serviços médicos e odontológicos.

A Marinha do Brasil atuará, também, no combate ao escalpelamento, que ainda é uma ocorrência frequente na região. As embarcações que estiverem com partes dos motores descobertos receberão as coberturas de eixo, visando evitar o acidente. A expectativa é de alcançar pelo menos 1.500 pessoas, tanto nos atendimentos a bordo quanto nos atendimentos itinerantes, que serão feitos com a lancha “Tucunaré”. O projeto conta com o reforço de 23 profissionais de saúde do Hospital Naval de Belém, informou o comandante do navio, o capitão de corveta Thiago Montilla.

“Temos um mamógrafo disponível para exames e a rotina de atendimento será diária, entre 8h e 18h. O navio oferece uma boa estrutura, com capacidade de acomodar até 218 pessoas. Permaneceremos em Breves até o dia 23, alcançando também os habitantes de localidades como Antônio Lemos e Vila Canaã”, afirmou. Seguindo o cronograma, a equipe estará em Portel e comunidades próximas entre os dias 24 e 26. No dia 27, será a vez do município de Melgaço.

A estudante de Medicina Ana Carolina Gomes, 24, é de São José do Rio Preto (SP) e está no último ano do curso. Ela se emocionou ao falar sobre o que a motiva a participar pela segunda vez de uma expedição do Projeto Rondon. “É paixão mesmo. A gente aprende muito mais do que consegue dar. A gente acha que vai só ajudar, mas ganha muito mais em troca”, avaliou. Em janeiro de 2013, ela foi ao interior da Bahia para atender comunidades carentes, mas agora acredita que a experiência será diferente. “Dessa vez estou mais madura e o enfoque é diferente. Em vez de ser muito social, esta expedição é mais assistencial mesmo. Além disso, é uma boa oportunidade de conhecer a realidade dessa população, distante dos grandes centros urbanos”, completou.

O professor Paulo Pereira, da Universidade Severino Sombra, em Vassouras (RJ), destacou a importância desse contato com as populações carentes. “Eles são apresentados a um Brasil que muitos não conhecem. São formandos, que já possuem habilidade para atendimento. Isso promove a cidadania e a responsabilidade social, além de ser fundamental para a formação profissional”, frisou. Os alunos são de sete estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Além dos concluintes de Medicina, também participam alunos de Enfermagem, Odontologia, Farmácia e Fisioterapia.

INSPIRAÇÃO

O Projeto Rondon foi criado ainda na década de 70, durante o regime militar, inspirado no trabalho do humanista Marechal Cândido da Silva Rondon e é uma iniciativa do governo federal, coordenado pelo Ministério da Defesa, em parceria com outros Ministérios e com a Secretaria-Geral da Presidência da República. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento sustentável e aumentar o bem estar das comunidades dos municípios mais isolados e carentes do Brasil.

Fonte: OLiberal.

Comunicação/AMAM
 
  
 
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