A Universidade Federal do Pará (UFPA) e o
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) assinaram ontem um acordo
visando à construção, no arquipélago do Marajó, da primeira Escola Fluvial do SENAI.
O objetivo é levar capacitação profissional aos municípios marajoaras, gratuitamente.
O projeto da embarcação prevê a criação de
salas de aula e de, pelo menos, nove laboratórios para a realização de cursos
nas áreas de informática, alimentos, confecção, refrigeração, soldagem, mecânica
e construção civil. A expectativa é que a Escola Fluvial forme 900 pessoas a
cada vez que atracar em um município ribeirinho. A previsão é que a construção
se inicie neste ano e que a escola funcione a partir de 2016.
Segundo o diretor regional do SENAI, Gerson
Peres, apesar de o Marajó não ser uma região com muitas indústrias, a
qualificação profissional pode ser fundamental para mudar a realidade dessa
localidade pouco assistida. “Precisamos primeiramente olhar para a necessidade
das pessoas, e temos a certeza de que esses cursos, com alta empregabilidade,
irão proporcionar a geração de emprego e renda para essa população”, comenta
Peres, revelando que outras escolas fluviais devem surgir futuramente.
“Além das nossas 15 unidades fixas espalhadas
pelo Pará, o SENAI trabalha com 21 unidades móveis, que são carretas equipadas
levando qualificação profissional para os lugares mais distantes deste estado.
Mas com um estado continental como o nosso, precisamos sempre de mais, e assim
deverá acontecer com a Escola Fluvial, pois a demanda é muito grande”, completa
Gerson Peres.
O reitor da UFPA, Carlos Maneschy, destaca a
parceria: “A universidade está aberta ao diálogo e a qualquer tipo de
experiência que visam melhorar a vida das pessoas. Precisamos saber qual o
caminho do desenvolvimento, e ninguém melhor para nos mostrar isso que o setor
produtivo. Esse é apenas um de muitos projetos que ainda pretendemos
desenvolver conjuntamente com o SENAI”.
Para o presidente da
Federação das Indústrias do Estado do Pará, José Conrado Santos, essa parceria
é uma prova de que é possível e cada vez mais importante a harmonia entre
tecnologia e educação, atendendo as expectativas das indústrias e levando a
prática para dentro dos centros acadêmicos.
Fonte: O Liberal.
Foto: Reprodução Internet.