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19/03/2015
Variados
TRE PARÁ COMEÇA A FAZER O CADASTRAMENTO BIOMÉTRICO NO MARAJÓ.
 


O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-Pará) iniciou ontem o cadastramento biométrico em Afuá, o primeiro dos 16 municípios do arquipélago do Marajó a ter implantando o sistema de identificação, já com vistas às eleições municipais de 2016. Até o mês de agosto, 23.100 eleitores deverão atender à convocação da Justiça Eleitoral para a revisão de dados cadastrais, além de coleta de impressões digitais e de fotografia. O serviço está disponível no prédio do Tribunal de Justiça do Estado (TJE) na sede da cidade de Afuá e a partir de abril, também, será levado de barco para as ilhas que compõem o município. Também devem comparecer ao local quem for tirar o título pela primeira vez e os eleitores que residem em Afuá, mas votam em outros municípios. Quem não fizer o cadastro biométrico terá o título de eleitor cancelado.

Até agora, o Pará tem 640 mil eleitores já identificados pelo processo biométrico em nove municípios: Ananindeua, Bragança, Castanhal, Capanema, Curuçá, Capitão Poço, Paragominas, Peixe-Boi e Terra Alta. “O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos deu, recente, a meta ousada de cobrir 50% do nosso eleitorado, o que significa atingirmos cerca de 2 milhões e 500 mil eleitores, no Pará’’, disse ontem, o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral do Estado, Felipe Brito. Ele informou que o TRE planeja um conjunto de novos municípios a serem cobertos este ano entre as regiões do Marajó, Tapajós, sudeste e nordeste paraenses, incluindo nesta última região, ‘’provavelmente a cidade de Belém’’, ressaltou.

Afuá é um município com característica singular por envolver cerca de 50 a 60 ilhas, onde estão dispersos seus 23.100 eleitores, por isso, o TRE Pará além de manter o atendimento ao público para o cadastro biométrico, permanente no prédio do TJE, na sede do município, levará o serviço para a ilha por meio do programa TRE Itinerante, que funcionará em um barco do órgão. “Vamos às ilhas a partir de abril até o mês de junho, mas mesmo depois desse período, o eleitor terá até agosto para o recadastro’’, observou Felipe Brito.

A biometria eleitoral não busca a celeridade do processo de votação, Felipe Brito explica que o objetivo é a segurança e transparência do ato. “O ponto chave é a lisura do processo, principalmente nas localidades em que há vulnerabilidade da segurança pública e da fiscalização dos partidos, o que pode levar à fraude sem a identificação biométrica. Este sistema é muito eficiente’’, garante.

No 1º turno das eleições gerais de 2014, houve muita discussão na mídia com relação à demora na votação, atribuída ao voto biométrico em algumas capitais do País. Felipe Brito discorda da justificativa. Ele afirma que o que causou grande atraso no processo de votação foi o grande número de pessoas que passaram a acessar o sistema biométrico, sem a devida capacitação, bem como o grande número de candidatos no 1º turno, o que atrapalhou bastante o eleitor. Tanto é, argumenta ele, que no 2º turno com apenas dois candidatos, todo o processo eleitoral, votação, apuração e resultado foi concluído no Pará às 21h, um recorde. “Para o 2º turno, reforçamos a capacitação da equipe de mesários e chefes de sessões, o resultado foi um tempo excelente para nós do Pará’’, concluiu.

Fonte: O Liberal.
Foto: Reprodução/Internet.
Comunicação/AMAM
 
  
 
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