O Tribunal Regional Eleitoral do Pará
(TRE-Pará) iniciou ontem o cadastramento biométrico em Afuá, o primeiro dos 16
municípios do arquipélago do Marajó a ter implantando o sistema de identificação,
já com vistas às eleições municipais de 2016. Até o mês de agosto, 23.100
eleitores deverão atender à convocação da Justiça Eleitoral para a revisão de
dados cadastrais, além de coleta de impressões digitais e de fotografia. O
serviço está disponível no prédio do Tribunal de Justiça do Estado (TJE) na sede
da cidade de Afuá e a partir de abril, também, será levado de barco para as
ilhas que compõem o município. Também devem comparecer ao local quem for tirar
o título pela primeira vez e os eleitores que residem em Afuá, mas votam em
outros municípios. Quem não fizer o cadastro biométrico terá o título de
eleitor cancelado.
Até agora, o Pará tem 640 mil eleitores já identificados
pelo processo biométrico em nove municípios: Ananindeua, Bragança, Castanhal,
Capanema, Curuçá, Capitão Poço, Paragominas, Peixe-Boi e Terra Alta. “O Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) nos deu, recente, a meta ousada de cobrir 50% do nosso
eleitorado, o que significa atingirmos cerca de 2 milhões e 500 mil eleitores,
no Pará’’, disse ontem, o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal
Regional Eleitoral do Estado, Felipe Brito. Ele informou que o TRE planeja um
conjunto de novos municípios a serem cobertos este ano entre as regiões do
Marajó, Tapajós, sudeste e nordeste paraenses, incluindo nesta última região,
‘’provavelmente a cidade de Belém’’, ressaltou.
Afuá é um município com característica
singular por envolver cerca de 50 a 60 ilhas, onde estão dispersos seus 23.100
eleitores, por isso, o TRE Pará além de manter o atendimento ao público para o
cadastro biométrico, permanente no prédio do TJE, na sede do município, levará
o serviço para a ilha por meio do programa TRE Itinerante, que funcionará em um
barco do órgão. “Vamos às ilhas a partir de abril até o mês de junho, mas mesmo
depois desse período, o eleitor terá até agosto para o recadastro’’, observou
Felipe Brito.
A biometria eleitoral não busca a celeridade
do processo de votação, Felipe Brito explica que o objetivo é a segurança e transparência
do ato. “O ponto chave é a lisura do processo, principalmente nas localidades
em que há vulnerabilidade da segurança pública e da fiscalização dos partidos,
o que pode levar à fraude sem a identificação biométrica. Este sistema é muito
eficiente’’, garante.
No 1º turno das eleições gerais de 2014,
houve muita discussão na mídia com relação à demora na votação, atribuída ao
voto biométrico em algumas capitais do País. Felipe Brito discorda da justificativa.
Ele afirma que o que causou grande atraso no processo de votação foi o grande
número de pessoas que passaram a acessar o sistema biométrico, sem a devida capacitação,
bem como o grande número de candidatos no 1º turno, o que atrapalhou bastante o
eleitor. Tanto é, argumenta ele, que no 2º turno com apenas dois candidatos,
todo o processo eleitoral, votação, apuração e resultado foi concluído no Pará
às 21h, um recorde. “Para o 2º turno, reforçamos a capacitação da equipe de mesários
e chefes de sessões, o resultado foi um tempo excelente para nós do Pará’’,
concluiu.
Fonte: O Liberal.Foto: Reprodução/Internet.