A Marinha do Brasil vem promovendo cursos de
formação de aquaviários para pilotos de embarcações de pequeno porte com até 15
metros de extensão. Ao final do curso, os alunos recebem o certificado e uma
carteira de piloto, que equivale à carteira de motorista.
No último sábado, uma turma de 90 alunos do
município de Curralinho participou da cerimônia de formação na quadra poliesportiva
da cidade, que contou com a presença do prefeito municipal, Leo Arruda, do vice
prefeito, Jonas Reis, do sub oficial da Marinha, Edson Neves, familiares dos
formandos e convidados.
O curso tem duração de uma semana e compõe-se
de disciplinas importantes como primeiros socorros, sinalização durante a
navegação, conhecimentos básicos de motores, prevenção contra incêndio e escalpelamento,
cuidados e atenção durante a navegação e atracamento da embarcação com
segurança para os passageiros.
Segundo a Marinha, esses cursos já formaram
cerca de 80% dos condutores de pequenas embarcações em todo o Marajó e outras
cidades ribeirinhas. A maioria dos formandos são pilotos de embarcações
escolares, que têm maior responsabilidade com o transporte de crianças por
diversas horas durante todo o período letivo. Só em Curralinho, a prefeitura
conta 190 embarcações de alunos e a maioria dos pilotos já está qualificada
pela Marinha, segundo o prefeito Leo Arruda, que dá total apoio para essa
formação.
Dentre os formandos, o destaque foi para quatro
mulheres que pilotam barcos há muitos anos e que se destacaram durante o curso.
Uma delas é Thainá Patrícia dos Santos, funcionária da prefeitura de
Curralinho, que pilota a lancha escolar doada pelo MEC com capacidade para até
50 alunos. Thainá sempre gostou da profissão e atende a comunidade remanescente
de quilombos na localidade de Santa Isabel, no rio Mutuacá. Ela reconhece o
grau de responsabilidade em transportar os alunos e alunas em percursos que
começa praticamente de madrugada e consome quase quatro horas somando ida e
volta.
O sub oficial da Marinha, Edson Neves, proferiu
o discurso de encerramento recomendando que cada piloto seja um fiscal da
segurança na navegação e do meio ambiente denunciando embarcações que lançam
nas águas o óleo velho dos motores e passando às crianças conceitos de
preservação ambiental, que eles também aprendem no curso. Outra questão muito
cobrada foi com relação à carenagem do motor a fim de evitar acidentes de
escalpelamento.