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13/04/2015
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MARINHA DO BRASIL PROMOVE CURSOS DE FORMAÇÃO DE AQUAVIÁRIO NO MARAJÓ.
 

A Marinha do Brasil vem promovendo cursos de formação de aquaviários para pilotos de embarcações de pequeno porte com até 15 metros de extensão. Ao final do curso, os alunos recebem o certificado e uma carteira de piloto, que equivale à carteira de motorista.

No último sábado, uma turma de 90 alunos do município de Curralinho participou da cerimônia de formação na quadra poliesportiva da cidade, que contou com a presença do prefeito municipal, Leo Arruda, do vice prefeito, Jonas Reis, do sub oficial da Marinha, Edson Neves, familiares dos formandos e convidados.

O curso tem duração de uma semana e compõe-se de disciplinas importantes como primeiros socorros, sinalização durante a navegação, conhecimentos básicos de motores, prevenção contra incêndio e escalpelamento, cuidados e atenção durante a navegação e atracamento da embarcação com segurança para os passageiros.

Segundo a Marinha, esses cursos já formaram cerca de 80% dos condutores de pequenas embarcações em todo o Marajó e outras cidades ribeirinhas. A maioria dos formandos são pilotos de embarcações escolares, que têm maior responsabilidade com o transporte de crianças por diversas horas durante todo o período letivo. Só em Curralinho, a prefeitura conta 190 embarcações de alunos e a maioria dos pilotos já está qualificada pela Marinha, segundo o prefeito Leo Arruda, que dá total apoio para essa formação.

Dentre os formandos, o destaque foi para quatro mulheres que pilotam barcos há muitos anos e que se destacaram durante o curso. Uma delas é Thainá Patrícia dos Santos, funcionária da prefeitura de Curralinho, que pilota a lancha escolar doada pelo MEC com capacidade para até 50 alunos. Thainá sempre gostou da profissão e atende a comunidade remanescente de quilombos na localidade de Santa Isabel, no rio Mutuacá. Ela reconhece o grau de responsabilidade em transportar os alunos e alunas em percursos que começa praticamente de madrugada e consome quase quatro horas somando ida e volta.

O sub oficial da Marinha, Edson Neves, proferiu o discurso de encerramento recomendando que cada piloto seja um fiscal da segurança na navegação e do meio ambiente denunciando embarcações que lançam nas águas o óleo velho dos motores e passando às crianças conceitos de preservação ambiental, que eles também aprendem no curso. Outra questão muito cobrada foi com relação à carenagem do motor a fim de evitar acidentes de escalpelamento.  

Comunicação/AMAM
 
  
 
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