A Agência Câmara deu destaque para a participação do presidente
da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, em audiência
pública da Comissão Especial sobre o Pacto Federativo. O colegiado se reuniu na
terça-feira, 14 de abril, e ouviu entidades que possam contribuir para a
formulação da nova pactuação federativa.
Na
apresentação de Ziulkoski, um dado chama a atenção. Atualmente, “70% dos
problemas financeiros enfrentados pelos Municípios têm relação com convênios
firmados com o governo federal”, mostra a reportagem. Na explanação da CNM, Ziulkoski
mostrou aos integrantes da Comissão que esta é uma dificuldade que precisa ser
enfrentada para tirar as prefeituras do sufoco. “Os valores não são corrigidos
há anos. Esse é o ponto principal”.
Paulo Ziulkoski defendeu a correção anual,
pela inflação, dos repasses da União para custeio de programas sociais, hoje
subfinanciados. O presidente citou exemplos como o Programa Saúde da Família e
o Proinfância, que constrói creches, mas não repasse recursos para mantê-las.
Outro ponto abordado foi a transformação dos programas em leis definitivas,
“assim como ocorreu com os agentes comunitários de saúde”, disse.
Colegiado
Esta foi a primeira audiência promovida pela Comissão do Pacto que ainda ouvirá
os ex-presidentes da República, como Lula e FHC. O grupo tem o desafio de
propor nova forma de divisão do bolo tributário e das atribuições impostas a
União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Para Ziulkoski, a “divisão vigente é insustentável e
impõe dificuldades insuperáveis às prefeituras”, ressalta a Agência Câmara.
“Os Municípios continuam convivendo com excesso de
competências e escassez de recursos financeiros”, completou o deputado Luiz
Carlos Hauly (PSDB-PR), integrante do colegiado.
Fonte: CNM