O Tribunal de Contas do Estado do
Pará (TCE-PA) está realizando o II Ciclo de Aperfeiçoamento da Gestão Pública,
reunindo prefeitos, secretários municipais, assessores e gestores responsáveis
pelas áreas de controle interno e prestação de contas dos municípios. Mais de
300 pessoas participam
do evento,
sendo que todos os 144 municípios paraenses enviaram representantes ou o
próprio prefeito veio para participar.
O presidente do TCE-PA, Cipriano Sabino, conta que, mesmo sendo o
segundo ano de evento, alguns resultados já vêm sendo observados. “Já
observamos uma maior aproximação e diálogo. Essa iniciativa paraense ainda não
foi feita em outros estados. O TCE-PA realiza de seis a sete eventos direcionados
ao longo do ano, reunindo mais de 1.500 pessoas, o que é um exemplo”, ressalta.
A ideia do Ciclo de Aperfeiçoamento da Gestão Pública foi proposta pelo
Conselheiro Nelson Chaves. “Essa é uma amostra de que nada se pode fazer
sozinho. Esse evento já é maior do que foi no ano passado e sempre buscamos
aproximar e ter um controle social através do acesso à informação”.
Durante o evento, os gestores assistirão a palestras dos próprios
conselheiros e auditores sobre assuntos como improbidade administrativa e
transição de governo. “Não queremos punir os gestores. O que buscamos é
orientá-los em momentos como as mudanças de governo, onde é inadmissível que
obras sejam paradas e a população saia prejudicada”, explica o presidente
Sabino.
Nelson Chaves resume o evento como um ato de prevenção. “Na área da
saúde, é dada a vacina para prevenir doenças. Nós fazemos essa preparação para
evitar prejuízos no futuro, é uma forma de prevenir problemas que verificamos
atualmente”, esclarece.
Além de orientar os gestores, um dos objetivos do evento é também
escutar o que os prefeitos e demais representantes têm a dizer: “Queremos ouvir
deles as dúvidas e os problemas principalmente relacionados à transição de
governo. Esperamos que, orientando, a prestação de contas seja mais clara e o
dinheiro público seja utilizado na melhoria de vida das pessoas”, explica
Cipriano Sabino.
(Diário do Pará)