Quatro
homens presos sob acusação de envolvimento em crime de latrocínio (roubo
seguido de morte) em Curralinho, na ilha do Marajó, foram transferidos para Belém,
no final de semana, em uma embarcação do Grupamento Fluvial do Estado sob
comando do delegado Dilermando Dantas. Eles chegaram ao porto do grupamento, na
rodovia Arthur Bernardes, em Belém, de onde foram levados para a sede da
Divisão de Homicídios, na capital, para serem ouvidos em depoimento pelo
delegado Vicente Gomes, responsável pelo inquérito aberto para apurar o caso.
Todos
negam envolvimento no crime, mas as provas coletadas não deixam dúvidas da
participação deles. Os presos são os irmãos Izaque Pantoja Alves e Inaldo
Pantoja Alves; Sidinei Pontes de Carvalho, de apelido “Nei”, e Raimundo
Carvalho Pureza, de apelido “Carioca”. A vítima foi o comerciante Ivaldo
Pastana Alves, que foi morto, no dia 1º deste mês, às 21 horas, com um tiro de
cartucheira calibre 12 na cabeça, durante o roubo de R$ 16 mil, que seriam
usados para comprar açaí na cidade de Anajás, também no Marajó. Dois dos
acusados - Izaque e Inaldo – são irmãos da vítima.
As
investigações duraram três dias até a prisão dos envolvidos. A apuração do caso
ainda prossegue. Segundo o delegado, é necessário ainda saber mais detalhes
sobre as circunstâncias do crime. O tiro fatal, conforme as apurações, teria
sido dado por Izaque. A arma pertenceria a Sidinei. Todos os acusados atuam como
pescadores em uma região ribeirinha em Curralinho, onde são suspeitos de
cometer roubos na modalidade conhecida como "pirataria fluvial". Os
presos permanecerão recolhidos à disposição da Justiça.
Fonte: APN