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12/04/2013
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PRODUTORES DE ALMEIRIM CONHECEM A PRODUÇÃO DE QUEIJO NO MARAJÓ
 

Termina nesta sexta-feira (12) a expedição técnica organizada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), com apoio da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), a queijarias da ilha do Marajó. Na viagem, agricultores familiares de Almeirim, no oeste paraense, conhecem a produção marajoara, para garantir mais qualidade ao produto que, em muitos casos, garante a subsistência de famílias inteiras.

 

"É uma responsabilidade trabalhar com um alimento. Temos de trabalhar direito para garantir a qualidade produção. É agregando valor ao nosso queijo que conquistaremos o mercado e seremos reconhecidos”, disse o dono do sítio Bom Jesus, na comunidade Jabuti, em Cachoeira do Arari, Prudêncio Paixão, que recepcionou os dez agricultores familiares de Almerim participantes da excursão técnica.

 

Na queijaria do Prudencinho, como ele é conhecido, na época da safra a produção chega a até 100 quilos de queijo. Ele compra até 500 litros de leite de búfala de produtores da região. Com uma miniagroindústria, a família Paixão tem buscado a tão sonhada certificação. Ainda em processo de adequação às normas sanitárias, Prudêncio está atento às indicações das autoridades no assunto.

 

“Recebemos aqui apoio da Emater, Adepará e das secretarias municipal e estadual de Agricultura. Somo procurados até pelas universidades. Se todos os queijeiros da região tivessem a mente aberta às mudanças, nossa situação já seria muito melhor na comercialização”, disse. Segundo o fiscal agropecuário da Adepará Nazareno Costa, as dificuldades existem, e é preciso observar a realidade de cada município, mas é fundamental buscar higiene e segurança para a produção do queijo. “Trabalhando pela adequação da produção, para que alcance um nível recomendado”, ressaltou.

 

No encontro em Cachoeira do Arari, foi iniciada uma discussão para dar auxílio aos mais de 500 produtores de Almeirim que trabalham com a produção artesanal de queijo. Eles ainda precisam se adequar às normas sanitárias, com a construção de queijarias que atendam às necessidades exigidas.

 

Segundo a médica veterinária da Emater Maria Onilse Ribeiro, é necessário, neste momento, garantir, pelo menos, uma planta básica de um estabelecimento de beneficiamento do leite. “Precisaremos acionar os parceiros institucionais para que possamos, em conjunto, oferecer soluções viáveis para o agricultor familiar do Estado, respeitando as características e as peculiaridades de cada região”, disse.

 

Para o produtor Elias Paixão Filho, 70 anos, de Almeirim, tudo o que foi visto nos municípios marajoaras serviu para dar força ao trabalho que ele já faz há 20 anos. “Viemos aqui, vimos como tudo acontece, mas posso garantir que fazemos melhor. Já até convidei o Prudêncinho, que aceitou, a ir nos visitar só para ele sentir a nossa qualidade. Nosso engenho faz sucesso”, concluiu.

 

Fonte: APN


 
  
 
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