Termina
nesta sexta-feira (12) a expedição técnica organizada pela Empresa de
Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), com apoio da Agência de
Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), a queijarias da ilha do Marajó. Na
viagem, agricultores familiares de Almeirim, no oeste paraense, conhecem a
produção marajoara, para garantir mais qualidade ao produto que, em muitos
casos, garante a subsistência de famílias inteiras.
"É
uma responsabilidade trabalhar com um alimento. Temos de trabalhar direito para
garantir a qualidade produção. É agregando valor ao nosso queijo que
conquistaremos o mercado e seremos reconhecidos”, disse o dono do sítio Bom
Jesus, na comunidade Jabuti, em Cachoeira do Arari, Prudêncio Paixão, que
recepcionou os dez agricultores familiares de Almerim participantes da excursão
técnica.
Na
queijaria do Prudencinho, como ele é conhecido, na época da safra a produção
chega a até 100 quilos de queijo. Ele compra até 500 litros de leite de búfala
de produtores da região. Com uma miniagroindústria, a família Paixão tem
buscado a tão sonhada certificação. Ainda em processo de adequação às normas
sanitárias, Prudêncio está atento às indicações das autoridades no assunto.
“Recebemos
aqui apoio da Emater, Adepará e das secretarias municipal e estadual de Agricultura.
Somo procurados até pelas universidades. Se todos os queijeiros da região
tivessem a mente aberta às mudanças, nossa situação já seria muito melhor na
comercialização”, disse. Segundo o fiscal agropecuário da Adepará Nazareno
Costa, as dificuldades existem, e é preciso observar a realidade de cada
município, mas é fundamental buscar higiene e segurança para a produção do
queijo. “Trabalhando pela adequação da produção, para que alcance um nível
recomendado”, ressaltou.
No
encontro em Cachoeira do Arari, foi iniciada uma discussão para dar auxílio aos
mais de 500 produtores de Almeirim que trabalham com a produção artesanal de
queijo. Eles ainda precisam se adequar às normas sanitárias, com a construção
de queijarias que atendam às necessidades exigidas.
Segundo
a médica veterinária da Emater Maria Onilse Ribeiro, é necessário, neste
momento, garantir, pelo menos, uma planta básica de um estabelecimento de
beneficiamento do leite. “Precisaremos acionar os parceiros institucionais para
que possamos, em conjunto, oferecer soluções viáveis para o agricultor familiar
do Estado, respeitando as características e as peculiaridades de cada região”,
disse.
Para
o produtor Elias Paixão Filho, 70 anos, de Almeirim, tudo o que foi visto nos
municípios marajoaras serviu para dar força ao trabalho que ele já faz há 20
anos. “Viemos aqui, vimos como tudo acontece, mas posso garantir que fazemos
melhor. Já até convidei o Prudêncinho, que aceitou, a ir nos visitar só para
ele sentir a nossa qualidade. Nosso engenho faz sucesso”, concluiu.
Fonte: APN