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04/06/2013
Variados
NO PARÁ, SAÚDE ESTÁ EM ALERTA TOTAL CONTRA A GRIPE A.
Atendimento médico deve ser nas primeiras 48 horas dos sintomas.
 

Prevenção e atenção aos sintomas são as recomendações dos profissionais de saúde para combater a gripe A e evitar novas mortes por contaminação do vírus H1N1. De janeiro até maio foram confirmadas 16 mortes por Síndrome Respiratória Aguda (SRA) no Pará, sendo 10 delas por H1N1. 'O mais importante é, diante dos sintomas, procurar logo um médico e iniciar imediatamente o tratamento', diz a coordenadora de imunização da Prefeitura Municipal de Belém (PMB), Maria Nazaré Athayde. 'Depois, adotar as medidas que chamamos de medidas sociais, ou seja, lavar sempre as mãos, usar lenços ao espirrar, evitar aglomerações', enumera.

 

As recomendações servem para todos os grupos, mas são especialmente importantes para a faixa etária de dois a 59 anos de idade, não atendida pela campanha nacional de vacinação, que se encerrou no último dia 10. Em Belém, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, foram vacinadas pouco mais de 240 mil pessoas dos chamados grupos de risco: idosos acima de 60 anos, bebês de seis meses a dois anos, grávidas, além de profissionais de saúde, prisioneiros sob custódia do Estado e doentes crônicos. Com isso, o município ultrapassou a meta do Ministério da Saúde em 2,65%. 'O ideal seria se pudéssemos vacinar todas as pessoas. Infelizmente não há logística para contemplar toda a população, por isso o Ministério da Saúde prioriza as pessoas que apresentam mais riscos', explica.

 

Quem ficou fora da área de abrangência da campanha de vacinação e não pode pagar pela imunização em uma clínica particular – o custo pode chegar a R$ 120 – deve mesmo redobrar os cuidados. O principal deles é lavar sempre as mãos. 'E não adianta apenas molhar as mãos. É preciso lavar com água e sabão, tomando o cuidado de ensaboar e esfregar inclusive o antebraço', ensina Athayde. Ter sempre por perto produtos à base de álcool também ajuda nessa higienização. Mãe de um bebê de 11 meses, a advogada Luciana Lobato, 28 anos, cumpre bem essa recomendação. 'Carrego uma garrafinha de álcool em gel na sacola do bebê. Não fico sem, tanto na rua quanto em casa', conta. O bebê foi vacinado durante a campanha.

 

Já a dona de casa Raimunda Oliveira, 68 anos, perdeu o calendário de vacinação este ano. 'Eu estava gripada no início da campanha e não podia tomar a vacina, depois acabei não voltando', contou. Dona Raimunda e o marido, de 70 anos, tomam a vacina todos os anos e, segundo ela, raramente ficam gripados. Preocupada, ela cogita a possibilidade de tomar a vacina em uma clínica particular. 'Se não encontrar em nenhum posto (de saúde), vai ser o jeito', diz. A campanha, segundo a Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), se encerrou no último dia 10. Contra a gripe, os cuidados da dona de casa se estendem à alimentação. 'Nessa época priorizamos o consumo de frutas, legumes e verduras, principalmente laranja, acerola, frutas ricas em vitamina C', ensina.

 

Atendimento - Por determinação do Ministério da Saúde, os médicos – das redes pública e privada – devem receitar o uso do medicamento Tamiflu assim que forem constatados os sintomas da gripe A. De acordo com o MS, o ideal é que o tratamento seja iniciado em até 48 horas e não mais após a conclusão dos exames de laboratório. Em Belém, segundo o Departamento de Vigilância Epidemiológica, todas as Unidades de Urgência e Emergência estão abastecidas com o medicamento. A coordenadora municipal de epidemiologia garante também que todas as demais recomendações do protocolo estabelecido pelo Ministério estão sendo cumpridos. 'Foram distribuídos folders e afixados cartazes em todas as unidades para que os profissionais de saúde fiquem atentos à identificação dos sintomas e comuniquem imediatamente a Vigilância Epidemiológica.'

 

Fonte: O Liberal


Comunicação/AMAM
 
  
 
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