Ao vetar parte da lei que
define as novas regras de distribuição do Fundo de Participação dos Estados
(FPE), a presidente Dilma Rousseff deixou de atender a pedido feito por
prefeitos durante a XVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, no dia 10
de julho.
Um dos pleitos era de que
o texto fosse sancionado integralmente, sem vetos. As desonerações,
principalmente do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), segundo os
municipalistas, representam perdas significativas aos cofres dos entes
estaduais e municipais. Para mostrar o quanto o veto prejudica as administrações
municipais, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) estimou a desoneração
do IPI, conforme anúncios do governo.
O montante total na nova
renúncia fiscal para o setor automotivo será de R$ 4.263 bilhões. Como o Fundo
de Participação dos Municípios (FPM) é composto por 23,5% das arrecadações de
IPI e do Imposto de Renda (IR), o impactado será de R$ 1.002 bilhão a menos no
FPM de 2013. No Pará, a previsão de perda é de R$ 26,032 milhões. No ano
passado, a política de isenções fiscais teve um custo de R$ 1.670 bilhão aos cofres
municipais, em diminuição de repasses do FPM. Nas prefeituras paraenses a perda
foi de R$ 8,932 milhões. Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o "veto
representa um retrocesso no Pacto Federativo, visto que as constantes desonerações
promovidas pelo governo federal no IPI trouxeram reflexos expressivos na queda
dos repasses do FPM dos Municípios, influenciando diretamente nos escassos
recursos e, consequentemente, nas políticas públicas voltadas a
sociedade".
Fonte: O Liberal.