“O Pará está livre da
aftosa”, disse o governador Simão Jatene, após assinar o ato do Ministério da
Agricultura que atesta o Pará como território livre da aftosa, durante
solenidade na manhã deste domingo (18), no auditório Inocêncio Oliveira, no
Parque de Exposições Amílcar Tocantins, em Paragominas, na programação da 47ª
Agropec – Feira Agropecuária de Paragominas. O evento, que teve a presença do
ministro da Agricultura, Antônio Andrade Ferreira, reuniu políticos, produtores
e sociedade em geral.
Simão Jatene agradeceu
pelo esforço conjunto e lembrou que esse resultado só foi alcançado “porque
todos fizeram a sua parte”. Em 2005, o governo do Estado reduziu a alíquota
sobre o gado, que era de 17%, para 1,8%, sendo que 0,3% da alíquota foi
destinado para o Fundepec, para ações de combate à aftosa que, na época, era um
risco desconhecido.
“Este é um marco na
história do nosso Estado. A vitória sobre a aftosa no Pará se consolida. Isso
só foi possível por causa da humildade e coragem dos produtores para se ajudar
e ousar. Essa luta tem mais de uma década, mas o fator determinante foi a
compreensão de cada produtor de que não adiantava ele resolver o problema só da
sua fazenda, sem resolver a do vizinho. Foi a solidariedade entre os produtores
que permitiu que hoje o estado do Pará esteja livre da aftosa”, reiterou Simão
Jatene.
O ministro da Agricultura,
Antônio Andrade Ferreira, parabenizou o governo do Estado e disse que a
agropecuária do Pará é fundamental para a balança comercial do país. Segundo
ele, este foi o ano que mais se exportou carne bovina brasileira, resultando em
quase R$ 50 bilhões de dólares na balança comercial. A produção de grãos também
bate recorde este ano no Brasil e deve passar de 190 milhões de toneladas de
grãos. Para Antônio Andrade, a declaração de que o Pará está livre da aftosa possibilita
novos recordes nessa produção.
“É importante declarar
essa região livre da aftosa porque queremos bater o recorde dos recordes.
Queremos cada vez mais exportar, queremos contribuir com os nossos produtores.
Com o Estado livre de aftosa, o rebanho vai aumentar de preço. O Pará, que é o
quarto maior rebanho do país, deve tranquilamente atingir o primeiro lugar.
Isso para nós é um orgulho muito grande. Demonstra o quanto esse setor tem
crescido. A mineração era mais importante que o agronegócio e hoje o
agronegócio é mais importante que mineração”, disse o governador.
Durante o evento, o
Instituto de Terras do Pará (Iterpa) entregou 26 títulos de terra para
produtores de Paragominas. O pecuarista Luiz Carlos Barbosa, um dos agraciados
pela titulação, disse que agora poderá acessar recursos para investir no
negócio. “O título da terra é a identidade do terreno. Sem ele, a gente não tem
acesso a linhas de crédito. Agora, com essa titulação, teremos condições de
investir mais e melhor na nossa produção”, avaliou.
Na ocasião também foi
lançado o Primeiro Circuito Feicorte em Paragominas, com o tema “Eficiência na
produção e na comercialização de carne”, que ocorre dias 7 e 8 de novembro
deste ano. O evento é uma feira de negócios com a presença de especialistas e
com palestras e debates na programação. O encontro, que ocorre há 19 anos em
São Paulo, também vai percorrer as cidades de Cuiabá (MT), Palmas (TO), Campo
Grande (MS) e Ji Paraná (RO).
O Pará é o quarto maior
produtor de gado do Brasil e um dos poucos Estados brasileiros que podem
aumentar a produção de carne bovina respeitando as questões ambientais.
Atualmente, o rebanho paraense é de 20 milhões de cabeça de gado, que
corresponde a 10% do rebanho nacional.
Fonte: AGPA.