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03/10/2013
Variados
CARAVANA DA PRODUÇÃO DEFINE PRIORIDADES EM REUNIÕES COM A POPULAÇÃO DO MARAJÓ
 

Ouvir as demandas das diferentes regiões do Estado e, assim, poder atendê-las da melhor maneira possível. É com esse objetivo que a Caravana da Produção, capitaneada pela Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip), tem percorrido o interior do Pará, levando diversos órgãos ligados à questão para mais perto da população. Nesta quarta-feira (2), o trabalho chegou, mais uma vez, ao Marajó, primeiramente aos municípios de Soure e Salvaterra. Nos próximos dias, segue para Cachoeira e Santa Cruz do Arari, Muaná e Ponta de Pedras.

O encontro teve início pela cidade de Soure, onde os representantes das secretarias de Estado e de órgãos parceiros – como o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) – foram recebidos pela população no Ginásio de Esportes Abel Figueiredo. Lá, os representantes do poder público estadual apresentaram as respectivas ações desenvolvidas em nível regional e também ouviram as dúvidas, reivindicações, necessidades e sugestões do setor produtivo local.

O titular da Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (Sepaq), André Pontes, por exemplo, falou sobre como a secretaria tem investido para alavancar, gradativamente, a produção do pescado no Estado. Segundo ele, hoje, há um grande incentivo à produção em cativeiro, por meio da doação de alevinos. “Temos duas estações de alevinagem no Estado, uma em Santarém e outra em Terra Alta. Queremos sair da marca de três milhões de alevinos por ano para cinco milhões de alevinos ao ano. Também já estamos começando a trabalhar esse formato de estações aqui no Marajó, através de seminários que levamos para alguns municípios. Recentemente, por exemplo, estivemos fechando convênios com Muaná”, explicou.

A notícia foi comemorada pelo pescador artesanal Ivo Silva. Morador do bairro da Matinha, em Soure, ele criou, junto com vizinhos, uma associação de pescadores, que, por sua vez, desenvolveu projetos para fomentar a pesca artesanal na comunidade. Com apoio do programa Pará Rural, a entidade vai construir uma sede com salas destinadas à limpeza e estocagem do pescado e uma feira livre, o que vai beneficiar diretamente cerca de 40 famílias de produtores.

“Já estamos com uma boa parte dos trabalhos adiantados, faltando apenas algumas poucas liberações de recursos para concluírmos. Esse programa é muito importante porque incentiva a produção, mas mais importante ainda é a vinda das diferentes secretarias do governo até nós, como está acontecendo hoje, porque é assim que os órgãos podem sentir nossas reais necessidades”, destacou.

Foi o que também ressaltou a presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), Cleide Amorim. Segundo ela, é em momentos como esse que os diferentes órgãos do Governo têm a chance de esclarecer a população sobre suas atividades e a melhor forma de acessar os seus serviços. “No caso da Emater, que tem um trabalho muito voltado para a agricultura familiar, sabemos que os produtores têm muitas dúvidas, principalmente sobre a DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf - uma espécie de certidão que habilita o cidadão a buscar crédito junto às instituições financeiras que oferecem linhas de crédito específicas para esse público), que só pode ser emitida pela Emater e sindicatos cadastrados. Mas, para receber esse documento é preciso preencher uma série de requisitos, em que, muitas vezes, o produtor não se enquadra”, observou.

O secretário Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, Sidney Rosa, enfatizou a importância das parcerias para o sucesso de projetos em qualquer área de atuação, seja na educação, saúde, segurança ou produção. “Não à toa, o governador Simão Jatene fala muito em pacto pelo Pará, pacto pela educação. Pacto significa combinar, mas só pode combinar com o outro quem conhece a realidade, por isso estamos vindo até aqui. Todos os municípios do Estado precisam se unir e saber o que querem para o futuro. A nossa grande solução, sem dúvida, está na produção”, frisou.

Depois de se reunir com os produtores em Soure, o secretário e comitiva seguiram para um fábrica que beneficia coco no município. Eles queriam conhecer, na prática, experiências de empreendedores que estão conseguindo produzir e agregar valor aos produtos no arquipélago. Depois, partiram para uma propriedade privada, onde, com o apoio da prefeitura local, uma família de Soure está desenvolvendo a pesca artesanal.

Com uma reunião agendada em Belém, Sidney Rosa precisou retornar à capital paraense, enquanto a comitiva composta por outros secretários, diretores e técnicos de órgãos como a Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), Emater e Sepaq, seguiu para o município de Salvaterra, onde foi realizada uma reunião com produtores familiares na sede da Emater. Na ocasião foram discutidas políticas públicas voltadas principalmente para fortalecer o segmento da agricultura familiar no Pará e no país como um todo.

Fonte: AGPA

Comunicação/AMAM
 
  
 
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