No último dia da Caravana da Produção na
ilha do Marajó, na última sexta-feira (4), a equipe do governo do Estado
visitou os municípios de Ponta de Pedras e Muaná. Pela manhã, conheceu uma
comunidade do interior de Ponta de Pedras, onde foi recebida pela população
local com produtos e manifestações culturais típicas da região, e, à tarde,
seguiu para Muaná, onde a reunião ocorreu em uma escola da cidade.
Em ambos os encontros, o secretário
especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, Sidney Rosa,
falou sobre a necessidade de se criar novos empregos e gerar mais renda no
Pará, cuja população cresce à razão de um milhão a cada cinco anos. A situação
se complica pelo “perverso pacto federativo a que os Estados brasileiros estão
submetidos”, e do qual o Pará é um dos mais prejudicados. “Estamos aqui para
entender em que estágio está a economia dos municípios do Marajó, aonde eles
planejam chegar e o que o Estado pode fazer para ajudar nesse processo”,
disse, acrescentando que, hoje, o desenvolvimento sustentável é o melhor
caminho.
O secretário de Estado de Pesca e
Aquicultura, André Pontes, ressaltou aos produtores a importância de diminuir a
pressão sobre os rios, que já começam a apresentar sinais de escassez do
pescado. “É fundamental que se produza respeitando os períodos do defeso e os
acordos de pesca”, destacou. Segundo ele, a partir de novembro, a Secretaria de
Estado de Pesca e Aquicultura (Sepaq) inicia um projeto de capacitação de
pescadores do Marajó, visando aperfeiçoar essa produção. Os recursos para o
trabalho, cerca de R$ 500 milhões, serão garantidos por meio de convênio com o
Ministério da Pesca.
A secretária adjunta da Secretaria de
Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), Maria Amélia Enriquez,
apontou o conceito de economia criativa como uma boa opção para os moradores do
arquipélago. “Precisamos encarar a cultura também na sua dimensão econômica,
enxergando as possibilidades de negócio que ela pode proporcionar”, afirmou.
O secretário executivo da Organização das
Cooperativas Brasileiras no Pará, Manoel Teixeira, explicou sobre as
oportunidades que o cooperativismo pode gerar para os pequenos produtores.
Segundo ele, hoje, no Pará, há cerca de 300 cooperativas e mais de 120 mil
cooperados, que geram, ao todo, 3,8 mil empregos. “Ainda é pouco para o
potencial que temos”, ressalvou.
O secretário adjunto de Estado de Turismo,
Álvaro do Espírito Santo, apontou os novos investimentos que estão sendo feitos
na região pelo governo e Ministério do Turismo, por meio do Programa de
Desenvolvimento do Turismo (Produtor), que vai aplicar US$ 44 milhões em três
polos: Marajó, Tapajós e Belém.
“Além disso, em breve, teremos uma
licitação para uma nova embarcação que vai fazer o transporte de Belém até o
Marajó de maneira muito mais rápida e com conforto, o que, certamente, vai
alavancar o turismo na região. Também teremos dois novos voos, que vão ligar
Belém diretamente aos Estados Unidos e à Europa, o que certamente vai aumentar
o número de turistas no Estado e, em especial, no Marajó, que é um dos nossos
produtos mais fortes”, enfatizou.
Durante as visitas, os prefeitos de Ponta
de Pedras, Consuelo Castro, e de Muaná, Murilo Guimarães, assinaram convênios
com o Cred Cidadão, programa de microcrédito do governo do Estado. Murilo
Guimarães ainda assinou adesões ao Programa Municípios Verdes.
FONTE:AGPA